- Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo (SAP) informou que Deolane Bezerra seguirá em cela especial mesmo após a suspensão do exercício profissional pela Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB‑SP).
- A influencer está detida em uma Sala de Estado‑Maior na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior paulista, sob acusação de organização criminosa e lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
- A OAB‑SP afirmou que a suspensão atinge apenas o exercício da advocacia, não a custódia, e o processo disciplinar tramita sob sigilo.
- A SAP reiterou que a suspensão não implica, no momento, alteração da custódia de Deolane.
- A defesa de Deolane afirmou que a decisão é equivocada e irá recorrer; a influenciadora tornou‑se réu em investigação envolvendo o PCC na operação Vérnix.
A Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo (SAP) informou na sexta-feira, 26 de junho de 2026, que Deolane Bezerra continuará em cela especial na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, interior paulista. A decisão ocorre mesmo após a OAB-SP suspender o exercício profissional da influenciadora e advogada. A SAP afirma que a custódia não é alterada pela suspensão.
Deolane está detida em uma Sala de Estado-Maior, sob acusação de organização criminosa e lavagem de dinheiro relacionada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A OAB-SP havia determinado a perda do direito de atuar na Sala de Estado-Maior após a suspensão, que começou a valer em 24 de junho.
A SAP destacou ao UOL que a suspensão imposta pela OAB-SP refere-se ao exercício da atividade profissional, não ao status de advogada, e não implica mudança na custódia no momento. A secretaria lembrou também que o processo disciplinar da OAB tramita em sigilo.
Entenda
Pela legislação, a suspensão preventiva pode durar até 90 dias, com possibilidade de prorrogação até 360 dias. Durante esse período, o processo disciplinar deve ser julgado de forma definitiva. A OAB-SP não explicou os motivos da decisão.
A OAB-SP afirmou que apura infrações que chegam ao seu conhecimento por representação ou fatos divulgados publicamente, por meio do Tribunal de Ética e Disciplina. A análise é conduzida pela seccional paulista.
A defesa de Deolane afirmou ao Poder360 que a suspensão foi equívoca e anunciada sem contraditório, já que a medida ocorreu sem o devido direito de defesa. A defesa informou que irá recorrer e garantiu confiança nas instituições e na atuação para restabelecer a legalidade.
A imunidade processual vem em meio à mesma semana em que Deolane se tornou ré por organização criminosa e lavagem de dinheiro no âmbito da operação Vérnix. A denúncia do Ministério Público de São Paulo foi recebida pela 3ª Vara de Presidente Venceslau em 18 de junho.
A investigação apura supostos repasses de recursos atribuídos ao PCC. Deolane nega as acusações, afirmando que seus rendimentos são lícitos e não possui vínculo com o crime organizado.
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