- O 1º tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, irmão de Eloá Pimentel, foi baleado na cabeça na manhã deste sábado, em São Caetano do Sul, durante treino de crossfit; ele foi encaminhado para cirurgia após atendimento no local.
- Ele criticou a demora do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) para invadir o apartamento onde Eloá, então com 15 anos, era mantida refém durante o sequestro de 2008.
- As observações foram feitas em entrevista para o documentário Caso Eloá: Refém ao Vivo, lançado pela Netflix em novembro de 2025.
- Os tiros foram disparados por homens em motocicleta; o policial recebeu atendimento inicial no local e foi levado de helicóptero ao hospital.
- O caso Eloá ocorreu em outubro de dois mil e oito, quando Lindemberg Alves invadiu o apartamento do ABC Paulista, resultando na morte da jovem e na condenação do agresor em dois mil e doze.
Ronickson Pimentel dos Santos, 1º tenente da Rota, foi baleado na cabeça na manhã deste sábado, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. O militar fazia treino de crossfit na Avenida Goiás quando homens em motocicleta atiraram e fugiram. Ele recebeu atendimento no local e foi transferido de helicóptero para um hospital, onde segue em cirurgia. A Polícia Militar investiga a autoria do ataque.
O tenente, irmão mais velho de Eloá Pimentel, participou de negociações durante o sequestro de 2008 em que Eloá, então com 15 anos, foi mantida refém pelo ex-namorado. A prática ocorreu em um apartamento do ABC paulista e ganhou ampla repercussão nacional. As declarações sobre a atuação da polícia foram feitas em um documentário da Netflix.
Caso Eloá: contexto
O sequestro durou cerca de 100 horas até a intervenção policial. Lindemberg Alves invadiu o imóvel e atirou contra Eloá e Nayara Rodrigues da Silva; Nayara sobreviveu, Eloá morreu atingida na cabeça e na virilha. Em 2012, Lindemberg foi condenado a quase 99 anos de prisão por homicídio qualificado e cárcere privado, entre outros crimes.
Em 2025, a Netflix lançou o documentário Caso Eloá: Refém ao Vivo, no qual o irmão de Eloá afirma ter questionado a demora do Gate para invadir o apartamento durante as negociações. As falas foram registradas pela produção e trazem o relato do envolvimento familiar durante o episódio.
O ataque de hoje ocorre em meio a um período de atuação policial sob foco de monitoramento público, com apuração sobre procedimentos em ocorrências de alto risco. A polícia não informou novos detalhes sobre motivação ou linha de investigação até o momento.
As autoridades ainda não publicaram informações oficiais sobre o estado de saúde do tenente ou sobre eventuais medidas de segurança adotadas pela corporação. A investigação segue em andamento pela PM e pela polícia civil da região.
Entre na conversa da comunidade