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Partituras raras de hinos e músicas com desenhos são mantidas no Rio

Partituras raras e autógrafos de grandes nomes da música brasileira são preservados por instituições do Rio, com acesso presencial ou digital

Conheça algumas das partituras de música mais raras mantidas no Rio
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  • Partituras raras do Rio incluem o Hino Nacional original na Escola de Música da UFRJ, e peças como Pelo Telefone na Biblioteca Nacional, além de trabalhos de Radamés Gnattali, Pixinguinha, Chiquinha Gonzaga e Tom Jobim em outros acervos.
  • Destaques também abrangem Garota de Ipanema com desenho no Instituto Antônio Carlos Jobim, e Chega de Saudade em versão para Jacob do Bandolim mantida pelo Museu da Imagem e do Som.
  • A Biblioteca Nacional é o maior centro de documentação musical da América Latina, com acervo que vai do século XVII a partituras manuscritas, impressas e itens digitais.
  • O Rio tornou-se núcleo central da música brasileira após a chegada da família real em 1808, com expansão de partituras europeias, geração do choro e circulação de músicos de várias regiões.
  • Pesquisadores podem consultar presencialmente mediante agendamento ou acessar parte do material online, com opções de digitalização/consulta em acervos especiais e serviços de pesquisa.

Quase 220 anos após a chegada da Família Real ao Brasil, institutos e museus do Rio preservam partituras históricas que ajudam a contar a trajetória da música brasileira. Destacam-se originais manuscritos, cópias raras e edições difíceis de encontrar. Milhares de páginas ainda passam por estudo.

Partituras guardadas vão desde o Hino Nacional até clássicos do choro, samba e música popular. Entre as relíquias, há itens autografados, cópias feitas pelos próprios autores e edições de edições limitadas. Pesquisadores nacionais e internacionais acompanham a conservação e o contexto histórico.

Quase toda a coleção pode ser consultada presencialmente mediante agendamento. Também há acervos digitalizados disponíveis para acesso remoto, com filtros por coleção e tipo de arquivo. A documentação envolve cuidados especiais de conservação, como uso de caixas e controle de temperatura.

O Hino Nacional original, em registro de Francisco Manuel da Silva, está na Escola de Música da UFRJ. A peça mantém o autógrafo e, na época, a letra ainda não era a definitiva. Em paralelo, o samba Pelo Telefone, registrado por Ernesto Santos, está na Biblioteca Nacional.

Entre as obras, destacam-se materiais de Radamés Gnattali, Pixinguinha com Carinhoso, Chiquinha Gonzaga e Tom Jobim com Vinícius de Moraes. A partitura de Garota de Ipanema permanece no Instituto Antônio Carlos Jobim, acompanhada de um desenho da personagem.

H3 Principais acervos e como pesquisar

A Biblioteca Nacional reúne mais de 250 mil itens, entre partituras e documentos sonoros. Lá, dezenas de milhares de partituras não apenas revelam o repertório erudito, mas também o popular, com itens que remontam ao século XVII.

Partituras do acervo D. Thereza Christina Maria, do século XIX, e obras sacras anteriores ao pentagrama integram o acervo. A BN disponibiliza grande parte do material digitalizado para consulta pública, com filtros por tipo de arquivo e coleção.

O acervo especial não digitalizado requer agendamento por meio do gov.br. A coordenação da BN explica que a disponibilidade depende de vaga, estado físico do item e se não há disponibilidade na banca digital. Podem ocorrer taxas de reprodução em laboratórios da instituição.

Na Escola de Música da UFRJ, a Biblioteca Alberto Nepomuceno guarda originais de quatro hinos nacionais e documentos históricos desde o século XIX. O acervo também inclui obras de Joaquim Callado, Missa de Requiem de 1816 e o Traité d’harmonie, de Rameau.

A consulta no BAN exige agendamento por e-mail. A região da Lapa (Rio) recebe pesquisadores interessados em acervos históricos, com orientação sobre disponibilidade e conservação.

H3 Instituto Antônio Carlos Jobim

O Instituto Antônio Carlos Jobim, no Jardim Botânico, tem 1,2 mil partituras manuscritas e editadas. O acervo inclui obras de Pixinguinha, Chico Buarque, Milton Nascimento, Dorival Caymmi e Tom Jobim. Entre itens históricos está Garota de Ipanema com desenho da personagem.

Manuscritos de Chico Buarque, como A Banda e Quem te viu, quem te vê, também integram o acervo. A consulta pode ser feita online, pelo site do Jobim, pelas seções de acervos de cada artista.

Museu da Imagem e do Som

O MIS mantém 84.997 partituras catalogadas, acrescidas de materiais por analisar. Entre as peças, estão coleções de rádios, além de itens recentes de Ivan Lins e Marlene. Destaques curiosos incluem uma partitura escrita em saco de vômito de avião por Canhoto da Paraíba.

Outra peça emblemática é a partitura de Chega de Saudade copiada por Tom Jobim para Jacob do Bandolim. A consulta é feita por meio de e-mail ao setor de pesquisa, com orientações sobre custos e prazos.

Instituto Moreira Salles

A Reserva Técnica Musical reúne cerca de 20 acervos com partituras manuscritas, gravações e documentos. Entre artistas presentes estão Pixinguinha, Chiquinha Gonzaga, Baden Powell e Dorival Caymmi. A peça Carinhoso, de Pixinguinha, aparece em várias partituras do acervo.

O acesso ocorre pelo site do IMS, com caminhos específicos para cada artista. Pesquisadores podem acessar o material digital já disponível.

Outros centros e portas de pesquisa

O Museu Histórico Nacional e o CCBB RJ também mantêm acervos de partituras com consulta mediante agendamento. O CCBB oferece acesso pela Sala Mozart de Araújo, com busca por acervo de música e folclore.

O portal Musica Brasilis funciona como referência de acesso digital, reunindo milhares de partituras em PDF. Parte do acervo está disponível gratuitamente, enquanto itens com direitos autorais direcionam o acesso ao detentor dos direitos.

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