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Chianti Classico de baixo teor alcoólico ganha destaque entre consumidores

Chianti Classico 2024 tem álcool entre 12% e 13%, qualidade varia, vinhos ágeis prontos para beber e avanço dos orgânicos, com cerca de 55% certificados

Bucciarelli’s Antico Podere Casanova - old vines co-planted with olive trees
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  • A safra de Chianti Classico de 2024 é slender e frisky, com álcool típico entre 12% e 13%.
  • A qualidade varia: vinhos vivazes e perfumados aparecem, mas alguns são menos encantadores ou diluídos com taninos verdes.
  • Destaques incluem Badia a Coltibuono como top da annata, além de Monteraponi, Sonocosì (Jurij Fiore & Figlia) e Villa Le Corti (bom custo-benefício).
  • Vinhedos orgânicos estão em cerca de cinquenta e cinco por cento certificados, chegando a mais de sessenta por cento incluindo os em conversão; Casa Emma segue com iniciativas para reduzir impactos ambientais.
  • A vindima de 2024 enfrentou primavera chuvosa, verão seco e quente, e setembro a outubro com frio e novas chuvas; produção total ficou em cerca de 305 mil hectolitros, 50% a mais que 2023, com colheita longa e uso de técnicas cuidadosas para manter a identidade da safra.

A safra de Chianti Classico de 2024 chega marcada por equilíbrio entre leveza e guarda de personalidade. Várias wineries destacam vinhos com teor alcoólico entre 12% e 13%, prontos para consumo imediato. A pauta inclui mudanças de estilo, com foco na digestibilidade sem perder identidade regional.

Produtores defendem que o ano foi antifrêneticamente versátil: alguns alinhados ao espírito clássico, outros mirando o paladar contemporâneo. A aposta comum é em vinhos elegantes, com acidez firme e perfumes finos, fáceis de beber no dia a dia.

Avaliando o conjunto, observa-se variação entre rótulos: alguns demonstram vivacidade e leveza notável; outros aparecem mais contidos e com taninos mais ásperos. Entre os destaques aparecem Badia a Coltibuono, Monteraponi e Villa Le Corti, com boa relação custo-benefício.

Chianti Classico 2024: o estilo da annata

Os annata de 2024 costumam apresentar perfil esbelto, com acidez refrescante e percepção de frescor. A qualidade é mista entre as vinhas certificadas, com vinhos que agradam pela delicadeza, aroma e sabor equilibrados. Em contrapartida, alguns rótulos mostram falta de persuasão ou estrutura.

Badia a Coltibuono se destaca com uma seleção considerada a melhor entre as annate pela crítica. Monteraponi, Sonocosì de Jurij Fiore & Figlia e Villa Le Corti de Principe Corsini também recebem observação favorável pela relação entre elegância e valor.

Viticcio adota menor passagem pela madeira, permitindo lançamento antecipado e resultado positivo. San Giusto a Rentennano e Poggerino exibem maior densidade sem perder a identidade do vintage, o que reforça a diversidade regional.

Clima, produção e manejo

Dados do consórcio Chianti Classico apontam certificado orgânico em 55% da área, com estimativa superior a 60% incluindo áreas em conversão. O período de 2023 para 2024 foi desafiador, e houve relatos de produtores que questionaram a certificação orgânica.

Casa Emma, sob gestão de Paolo Paffi, descreve manejo que incluiu 20 intervenções para proteção de vinhas em 2024, avaliando impactos de compactação do solo, acúmulo de cobre e uso de combustível. A casa mantém compromissos com Greenpeace de reduzir plástico, adotar garrafas leves e gerar energia solar.

Safra 2024: observações técnicas

O ciclo climático de 2024 foi atípico: primavera úmida, verão seco e quente, seguido de setembro e outubro com temperaturas amenas e chuvas; esse padrão favoreceu maturação prolongada, menor álcool e maior acidez. Alguns produtores reconhecem que o período exigiu manejo cuidadoso para evitar podridão.

A produção total no ano ficou em 305 mil hectolitros, cerca de 50% a mais que 2023 e o maior volume desde 2019, segundo o consórcio. Em vinhedos como San Giusto a Rentennano, a técnica de diminuição de cachos foi essencial para alcançar maturação ideal.

Desafios e perspectivas

O período exigiu técnicas como deleafing, colheita demorada e vinificações mais suaves, com menos bombeamento e macerações mais curtas. O custo da safra foi elevado, mas o retorno final foi valorizado por vinhos que mantêm identidade regional.

Quem aprecia vinhos mais ágeis e florais encontra na safra 2024 um conjunto promissor para consumo imediato. Os produtores esperam manter o interesse do público atual por rótulos mais fáceis de beber sem abrir mão da tipicidade de Chianti Classico.

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