- A greve dos rodoviários do Rio de Janeiro começou à meia-noite e é por tempo indeterminado, afetando a operação de ônibus na cidade.
- O Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região determinou circulação mínima de cinquenta por cento da frota nos horários de pico e vinte e cinco por cento nos demais períodos, com multa diária de cinquenta mil reais em caso de descumprimento, por cada sindicato.
- Em as primeiras horas, cerca de oitocentos ônibus estavam em circulação, e a empresa informou que trinta veículos foram vandalizados durante a paralisação.
- O sindicato patronal informou que está tendo dificuldade para cumprir a liminar por não ter recebido a escala dos trabalhadores junto ao Rio Ônibus.
- O Rio Ônibus disse que as empresas estão mobilizadas para manter o serviço e o COR-Rio apontou que modos alternativos, como metrô, trens e barcas, operam para atender a população; as principais reivindicações incluem reajustes salariais, fim de contratos temporários e melhoria de benefícios.
A greve dos rodoviários do Rio de Janeiro entrou em vigor à meia-noite de hoje, com paralisação por tempo indeterminado. O movimento afeta a operação de ônibus na cidade. A decisão ocorreu durante assembleia realizada no domingo.
O TRT-1 determinou, via liminar, o funcionamento mínimo: 50% da frota nos horários de pico e 25% nos demais períodos. Multa diária de 50 mil reais pode ser aplicada a Sintrucad-Rio e ao Rio Ônibus em caso de descumprimento.
Segundo o Rio Ônibus, as empresas estão mobilizadas para manter o serviço e garantir deslocamento da população. Nas primeiras horas, aproximadamente 800 ônibus estavam em circulação, conforme informou a entidade.
O sindicato patronal informou que 30 ônibus foram vandalizados durante a paralisação, o que prejudica o atendimento aos passageiros. Os consórcios pedem que motoristas e demais rodoviários compareçam às garagens para restabelecer a operação.
O presidente do Sintrucad-Rio, Sebastião José, afirmou que a escala dos trabalhadores necessários para cumprir a liminar ainda não foi recebida pelo Rio Ônibus, o que dificulta a aplicação da decisão. A ausência de escala dificulta a identificação dos profissionais.
Segundo Sebastião José, a responsabilidade pelo atendimento não está apenas no sindicato, e sim no patronal, que não teria enviado as escalas. Sobre as depredações, ele contestou números oficiais, dizendo ter informações de quatro ocorrências sem participação de rodoviários.
O COR-Rio informou que, fora das áreas atendidas por outros modais, metrô, trens e barcas operam normalmente, oferecendo alternativa aos passageiros.
Reivindicações da categoria
A pauta apresentada pelo Sintrucad-Rio inclui mudanças na data-base para 1º de março, salários mais altos para motoristas de ônibus convencionais e articulados, e fim de contratos temporários com contratação pela CLT para o BRT. Também há pedidos de vale-alimentação, jornada 5×2, manutenção do passe livre, indenização de 30 minutos de almoço e implantação de planos de saúde e odontológico.
Conforme a direção do sindicato, os salários pretendidos passam por reajustes que elevam as faixas salariais atuais. Entre as propostas, estão mudanças significativas de vencimentos para motoristas de diferentes categorias e melhorias de benefícios.
Durante a assembleia que aprovou a greve, a pauta de reivindicações foi mantida. Os trabalhadores destacaram a necessidade de alinhamento entre prefeitura e Rio Ônibus para evitar prejuízos aos usuários.
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