- Silvanildo Amâncio de Araújo, 52 anos, foi indiciado por seis crimes: sequestro e cárcere privado, ameaça, roubo, tortura, estupro e tentativa de feminicídio qualificado pela ocultação de cadáver.
- o crime envolveu a ex-companheira Ana Cláudia Rodrigues da Silva Souza, 41 anos, que foi levada à Serra do Rola Moça após perseguição que começou quando ela decidiu terminar o relacionamento em fevereiro.
- a vítima passou cerca de 24 horas em área de mata antes de ser localizada pelo Corpo de Bombeiros, com ferimentos e escoriações.
- segundo a polícia, o suspeito planejou a fuga para outro estado e foi preso no dia seguinte em Várzea da Palma, com o carro usado na fuga; ele chegou a admitir ter empurrado a vítima do penhasco.
- a investigação também aponta que o suspeito já tentou agredir outra passageira em corrida de aplicativo, usando uma faca durante o episódio.
Silvanildo Amâncio de Araújo, 52 anos, foi indiciado em Minas Gerais por seis crimes relacionados ao que a polícia descreve como sequestro, cárcere privado, ameaça, roubo, tortura, estupro e tentativa de feminicídio qualificado pela ocultação de cadáver. O caso envolve a ex-companheira Ana Cláudia Rodrigues da Silva Souza, 41 anos, que foi lançada de um penhasco na Serra do Rola Moça.
Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), o crime ocorreu na região da Serra do Rola Moça, após Ana Cláudia ter se separado em fevereiro. Ela tentou fugir para Belo Horizonte, mas o ex a perseguiu, chegando a ir ao local de trabalho e à escola da filha.
Ana Cláudia foi abordada no trabalho com uma faca, obrigada a seguir para a Serra do Rola Moça e levada para o penhasco. A vítima teve a bolsa subtraída, com celular e documentos, e foi forçada a manter relação sexual durante o acesso ao ponto remoto.
Prisão e confissão
No dia seguinte, Silvanildo foi detido em Várzea da Palma, após a polícia localizar o veículo usado na fuga. Um áudio obtido pela corporação traz o registro dele descrevendo a abordagem e o deslocamento até o penhasco.
A polícia afirmou que o suspeito já apresentava histórico de violência doméstica. Em depoimento, ele relatou que tentou retornar ao local após a queda, mas não conseguiu devido à dificuldade de acesso.
Ana Cláudia foi localizada cerca de 24 horas após o desaparecimento, em área de mata. Bombeiros encontraram a vítima consciente, com lesões nas costas e no pé, mantendo-se firme até o resgate.
Segundo a delegada Gislaine Rios, o crime teve componentes de violência física, psicológica e domínio sobre a vítima, com o objetivo de subjugá-la pela condição de mulher. A investigação segue para confirmar elementos e medidas legais cabíveis.
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