- A casa dos anos sessenta, na Vila Madalena, recebeu reforma pela Macro Arquitetos para valorizar a vista para a Praça das Corujas e o vale, com linguagem de loft.
- A solução estrutural foi substituir a antiga cobertura por uma estrutura metálica de inclinação única, elevando o pé-direito e abrindo passagem de luz e ventilação.
- No térreo voltado para o jardim, ganhou-se uma ampla área de confraternização com churrasqueira, fogão a lenha, chopeira, adega e coifa profissional; no andar superior ficaram sala, cozinha e quartos, com privacidade e visão para o vale.
- O acabamento destaca o metal estrutural, pintado de verde, presente nos caixilhos, na cozinha com ilha de concreto, e na estante de serralheria que emoldura a janela para o corredor.
- Trepadeiras na fachada formam uma floreira de metal que cresce pela parede, criando uma “parede verde viva” que integra arquitetura e natureza.
A reforma de uma casa dos anos 1960, no bairro da Vila Madalena, em São Paulo, revelou vistas para a Praça das Corujas e um vale que podem ser incorporados à arquitetura. A Macro Arquitetos, liderada por Carlos Duarte e Juliana Nogueira, redesenhou as aberturas para ampliar a luz natural e o pé-direito, buscando uma linguagem de loft com espaços integrados e estrutura exposta.
A solução estrutural foi decisiva para o programa. A cobertura antiga foi substituída por uma estrutura metálica de inclinação única, elevando o pé-direito e criando uma abertura superior para iluminação e ventilação. No térreo voltado para o jardim, houve uma área de confraternização com churrasqueira, fogão a lenha, chopeira e adega; o andar superior acomodou sala, cozinha e quartos, mantendo privacidade.
A terra da obra ganhou protagonismo no acabamento. A estrutura da nova cobertura foi pintada de verde, com caixilhos também nessa tonalidade que emolduram a paisagem. A cozinha se conecta à sala pela ilha de concreto aparentes, enquanto uma estante de serralheria valoriza a janela voltada para o corredor interno.
Estrutura e iluminação
No conjunto, o uso de vidro cria conexão com o exterior e realça a visão do vale do Córrego das Corujas. A distribuição interna reorganizada prioriza circulação fluida entre áreas sociais e íntimas, maximizando a entrada de luz natural ao longo do dia. A vegetação trepadeira surge pela fachada, formando uma parede verde que envolve a arquitetura.
Acabamento e linguagem visual
Materiais austeros, como concreto e metal, ganham destaque ao lado de elementos naturais. A cozinha funciona como ponto de integração com a sala, enquanto a iluminação natural destaca os detalhes de forro e caixilhos. O resultado é um espaço urbano que equilibra brutalismo leve e natureza incorporada pela cobertura verde.
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