- A Sabesp foi autorizada a aumentar a captação de água da bacia do Paraíba do Sul, que abastece o Rio de Janeiro, para reforçar o Sistema Cantareira — medida excepcional e temporária.
- O Sistema Cantareira opera hoje com 39,9% da capacidade, abaixo da média histórica de 55,5%, em nível considerado de atenção.
- O acordo, assinado em Brasília, envolve São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, além da ANA, SP Águas, IGAM e INEA/RJ, para ampliar a resiliência hídrica.
- A captação adicional transfere água do reservatório Jaguari, no Paraíba do Sul, para o Atibainha, com limite máximo de 268,28 hm³ em 2026 (volume suplementar de 106,28 hm³) e vazão de até 8,5 m³/s; validade até 31 de dezembro de 2026.
- As regras preveem suspensão automática se Cantareira operar acima de 60% ou se houver uso sem metas; se ficar abaixo de 40% até 30 de junho, entra na faixa 3, com ajustes operacionais e estudos em andamento até 2027.
A Sabesp recebeu autorização para aumentar a captação de água da bacia do Rio Paraíba do Sul, que abastece o Rio de Janeiro, para reforçar o Sistema Cantareira. A medida visa ampliar a resiliência hídrica de SP durante a estiagem.
Atualmente, o Cantareira opera com 39,9% da capacidade, abaixo da média histórica de 55,5%. O nível é classificado como de atenção pelas autoridades do setor.
O acordo, assinado na semana passada em Brasília, envolve SP, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Participam a ANA, a SP Águas, o IGAM e o INEA/RJ. A transposição é excecional e temporária.
Autorização sob condições
A captação suplementar transitará água do reservatório Jaguari para o Atibainha, integrante do Cantareira. O volume anual máximo em 2026 sobe de 162 hm3 para 268,28 hm3, com vazão máxima de 8,5 m3/s, válido até 31 de dezembro de 2026.
A medida será suspensa automaticamente se o Cantareira operar acima de 60% da capacidade útil ou se a Sabesp retirar água sem metas de economia. O Cantareira segue em faixa de alerta se permanecer abaixo de 40% até 30 de junho.
Além disso, caberá à Sabesp adotar medidas para mitigar impactos na produção de energia das usinas Jaguari, Santa Branca, Paraibuna e Funil. Mantêm-se defluência mínima e bombeamento garantidos para o rio Guandu.
Caminhos e próximos passos
A decisão inclui ajustes temporários nas regras de operação de reservatórios do Paraíba do Sul até dezembro de 2027, com monitoramento do Grupo de Assessoramento à Operação. Estudar impactos da captação e buscar alternativas para ampliar a oferta também continuará.
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