- A Justiça de São Paulo encerrou a oitiva de testemunhas no caso da policial militar Gisele Alves Santana, morta em fevereiro, após quatro dias de audiência; ao todo, foram ouvidas trinta pessoas.
- O interrogatório do réu, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, que seria nesta sexta, foi remarcado para 28 de agosto às 10 horas.
- A defesa pediu complementação de laudo pericial pelo Instituto de Criminalística antes do depoimento.
- O crime envolve feminicídio qualificado e fraude processual; Gisele foi encontrada morta no Brás em 18 de fevereiro, e há suspeitas de que o oficial tenha simulado o suicídio para induzir erro na investigação.
- O tenente-coronel Rosa Neto, de 53 anos, marido da vítima, está preso preventivamente desde 18 de março, denunciado por feminicídio e fraude processual.
A Justiça de São Paulo encerrou nesta quinta-feira a oitiva das testemunhas do processo que apura a morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos. Ao todo, 30 pessoas foram ouvidas desde a última segunda-feira, incluindo familiares e a filha da vítima. O objetivo principal da audiência foi esclarecer as circunstâncias do ocorrido em fevereiro, no Brás, região central da capital.
A defesa do réu, tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, solicitou a complementação do laudo pericial antes do depoimento. O interrogatório do acusado, que estava marcado para esta sexta-feira, foi remarcado para o dia 28 de agosto, às 10h.
Detalhes do caso
A soldado Gisele Alves Santana foi encontrada morta em seu apartamento no Brás no dia 18 de fevereiro. O caso inicialmente foi registrado como suicídio, mas evoluiu para investigação de feminicídio qualificado e fraude processual. O Ministério Público afirma que o oficial tentou simular um suicídio, posicionado a arma na mão da vítima e alterando a cena para induzir erro na apuração.
Laudos periciais indicam inconsistências na versão apresentada pela defesa. Investigadores identificaram vestígios de sangue nas roupas do acusado e indicaram que ele tomou banho após o crime para tentar eliminar provas. O MP aponta que o homicídio teve motivação torpe, relacionada a posse e à recusa em aceitar o fim do relacionamento.
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, marido de Gisele, permanece preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes desde 18 de março. Ele foi denunciado pelo Ministério Público e responde por feminicídio e fraude processual.
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