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Diarista Paola, suspeita de matar casal em BH no 1º dia de trabalho

Diarista indicada por familiar confessa ter assassinado casal em BH no primeiro dia de trabalho; dívidas e surto psicótico são investigados

Paola
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  • Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, diarista, foi presa na madrugada de 2 de julho em Itabira e confessou ter assassinado o casal Cláudio Atala Inácio, 75, e Maria Clotilde Atala Inácio, 76, em Belo Horizonte no primeiro dia de trabalho na residência.
  • Indicada por Vinícius Mitri, advogado que a contratou em outubro de 2025, Paola havia começado a trabalhar na casa do casal duas vezes por semana e tinha bom desempenho inicial.
  • Segundo a polícia, Paola afirmou ter sofrido um surto psicótico, dopando o casal com quatro comprimidos de seu medicamento em suco e desferido 17 facadas em Cláudio e 7 em Maria Clotilde, levando cerca de R$ 18 mil em dinheiro, joias, relógios e celulares.
  • Investigações apontam dívidas relacionadas a apostas online e mudança súbita de comportamento após viagem ao sul, com uso excessivo de medicamentos controlados.
  • A Polícia Civil apura possível participação de comparsas, a dinâmica do crime e a motivação, que pode envolver latrocínio agravado por dívidas; Paola nega ter ido ao local com intenção de roubar, atribuindo o crime a um surto.

Paola Stefany Neto Cirino, 30 anos, é apontada como a responsável pela morte de um casal de idosos em Belo Horizonte, no primeiro dia de trabalho na residência deles. O crime ocorreu na manhã de 2 de julho, em Itabira, cidade a cerca de 110 quilômetros da capital, onde Paola foi presa ainda na madrugada. Ela confessou o assassinato durante a apuração policial.

Segundo o advogado Vinícius Mitri, que a contratou em outubro de 2025 por indicação da irmã, Paola trabalhava como diarista na casa do primo Cláudio Atala Inácio, 75, e de Maria Clotilde Atala Inácio, 76. Mitri descreve desempenho excelente nos meses anteriores e destaca que a diarista era cuidadosa, organizada e dedicada à família. Em abril de 2026, Mitri intermediou pagamento de cerca de 5 mil a agiotas em nome de Paola, para quitações de dívidas.

A mudança de comportamento de Paola ocorreu após uma viagem ao Sul do país, quando ficou ausente por três semanas. Ao retornar, passou a apresentar uso excessivo de medicamentos controlados, principalmente clonazepam, enviando mensagens sobre a quantidade ingerida. Familiares e o próprio Mitri apontam desvios de comportamento e irritabilidade acentuados.

A investigação aponta que Paola era ligada a questões religiosas e era próxima da família, o que contrasta com o desfecho violento. A tia da diarista afirma que a jovem era trabalhadora e dedicada ao filho de 6 anos, que às vezes a acompanhava no trabalho. Investigações apontam ainda dívidas acumuladas, principalmente ligadas a apostas online, com familiares reunindo cerca de 40 mil reais para quitar débitos.

Na manhã do dia do crime, Paola entrou no prédio por volta das 7h30, ficou cerca de oito horas no local e, ao sair, ligou para Mitri informando que uma das vítimas estaria passando mal, pedindo que ninguém ligasse para a outra pessoa da dupla. No dia seguinte, não apareceu para trabalhar e desligou o celular. A família comunicou o sumiço.

Paola confessou o assassinato sob a justificativa de ter tido um surto psicótico. Segundo a polícia, ela dopou o casal com quatro comprimidos de medicamento misturados ao suco e, em seguida, desferiu 24 golpes de faca, sendo 17 em Cláudio e 7 em Maria Clotilde. A acusada negou ter ido ao apartamento com a intenção de roubar, mas admitiu ter levado cerca de 18 mil reais, joias, relógios e celulares. Parte dos bens foi vendida no centro de Belo Horizonte.

A Polícia Civil de Minas Gerais segue a investigação, com foco em verificar a possível participação de comparsas, a dinâmica exata do crime e a motivação, se caracterizada como latrocínio agravado por dívidas. A defesa de Paola solicita análise do histórico de saúde mental no andamento processual. O filho da acusada, de 6 anos, fica sob cuidados de familiares.

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