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Diarista suspeita de matar casal em BH nega ter planejado crime e afirma surto

Diarista presa em Itabira nega ter planejado o assassinato de casal em Belo Horizonte e afirma ter tido surto psicótico

Diarista suspeita de matar casal em BH nega ter planejado o crime e alega ter tido ‘surto psicótico’
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  • Paola Stefany Neto Cirino, diarista, negou ter planejado o assassinato do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, em Belo Horizonte, e descreveu ter tido um “surto psicótico”.
  • Ela foi presa na madrugada de quinta-feira em Itabira, a cerca de 110 quilômetros de BH, após fugir com o filho de seis anos por medo da repercussão do caso.
  • De acordo com o delegado Gustavo Barletta, Paola alegou ter ido ao apartamento apenas para realizar o serviço de faxina, mas acabou sendo “seduzida” pelo ambiente e cometeu o crime.
  • A diarista afirmou ter feito empréstimo para apostas online, já quitado a dívida e que o dinheiro roubado seria usado em despesas diárias; o caso ocorreu entre meio-dia e 15h na terça-feira.
  • O corpo de Cláudio foi encontrado no quarto e o de Maria Clotilde na sala; objetos de valor foram subtraídos e vendidos no centro de Belo Horizonte; Paola permaneceu em silêncio no momento do flagrante.

Paola Stefany Neto Cirino, diarista, foi presa na madrugada desta quinta-feira (2) em Itabira, após investigações sobre o assassinato do advogado Cláudio Atala Inácio, 75 anos, e da empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, 76, em Belo Horizonte. Ela negou ter planejado o crime e afirmou ter tido um surto psicótico.

A dupla foi encontrada morta na tarde de terça-feira (30) no apartamento no bairro São Pedro, em área nobre da capital mineira. Cláudio apresentava 17 perfurações; Maria Clotilde, sete. A defesa de Paola não foi localizada pelo Estadão.

De acordo com o delegado Gustavo Barletta, do Depatri, a diarista já era a principal suspeita desde o dia do fato. A investigação apontou que Paola fugiu com o filho, de seis anos, para Itabira, cerca de 110 km de BH.

Paola foi localizada em um hotel de Itabira na noite de quarta-feira (1º), com a criança. Ela chorava ao ser presa, segundo Barletta. A diarista contou aos policiais que saiu de Belo Horizonte por medo da repercussão do caso.

Sobre o que houve no apartamento, Paola relatou não ter planejado o crime e ter ido ao local apenas para fazer a faxina. Ainda, disse ter sido seduzida pelo ambiente e pelos objetos de valor ali presentes, o que a levou a realizar a subtração.

Questionada sobre a motivação para o assassinato, a diarista alegou ter tido um surto psicótico e que ouvia vozes que teriam orientado a subtração e a mortalidade. Ela afirmou ainda que utiliza remédio controlado.

No depoimento, Paola informou ter feito um empréstimo para apostas online, mas que já quitou a dívida. Alega que o dinheiro roubado seria utilizado em despesas diárias. Em seu auto de prisão, a defesa orientou que a diarista permanecesse em silêncio.

Entenda o caso

No dia do crime, Paola visitou pela primeira vez o apartamento indicado por um conhecido das vítimas, com quem trabalha há cerca de um ano. A Polícia Civil investiga a dinâmica do crime, estimando que o episódio ocorreu entre 12h30 e 15h de terça-feira.

A diarista teria chegado ao imóvel por volta de 7h30; às 9h30, o filho das vítimas entrou em contato com o pai, que atendeu normalmente. Ao meio-dia, houve novo contato telefônico com o idoso.

Os corpos foram encontrados na residência: Cláudio no quarto e Maria Clotilde na sala. Relatos indicam que a diarista levou relógios, joias e outros objetos de valor, vendendo-os no centro de Belo Horizonte antes de deixar o local. Paola também teria tomado banho e trocado de roupas antes de fugir.

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