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Estudante de medicina é presa após atropelamento que matou idoso em Rondônia

Estudante de medicina fica presa em Porto Velho após atropelamento que matou idoso; prisão convertida em preventiva e investigação aponta possível homicídio qualificado

Vítima Odair Brustolin, de 68 anos, o momento da invasão da casa e atropelamento e Vitória Caroline Marangoni Schneider, de 29 anos. — Foto: Arquivo pessoal e print da tela
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  • Aconteceu na tarde de quarta-feira, 1º, em Porto Velho: Vitória Caroline Marangoni Schneider, de 29 anos, teve a prisão convertida em preventiva e é investigada por jogar o veículo contra o imóvel após uma discussão com moradores.
  • Odair Brustolin, de 68 anos, morreu após o carro invadir a casa onde ele estava; ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu.
  • Imagens de vizinhos mostram o carro tentar atingir a casa duas vezes, com a motorista recuando e, em seguida, avançando contra o portão e o interior do imóvel, atropelando a vítima.
  • Após o atropelamento, a professora deixou o local e foi localizada pouco depois na casa de um amigo; segundo a polícia, o homem que a acompanhava disse que ela pediu ajuda para serviços no carro.
  • Áudios enviados cerca de 25 minutos após o crime mostram Vitória dizendo que avisou várias vezes que passaria pelo portão, o que pode ser considerado indício de premeditação; a Justiça analisa o enquadramento do caso, potencialmente como homicídio triplamente qualificado.

O caso aconteceu na tarde de quarta-feira, 1º de julho, em Porto Velho, Rondônia. Uma estudante de Medicina, Vitória Caroline Marangoni Schneider, de 29 anos, atropelou a residência de um idoso após uma discussão com moradores. O homem, Odair Brustolin, de 68 anos, morreu no local após o veículo invadir o imóvel.

Segundo testemunhas, a motorista discutiu com pessoas que estavam no entorno antes de acelerar em direção ao portão da casa. O veículo voltou a avançar e invadiu o interior, atingindo Odair, que foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. O desfecho levou a rapidamente a configuração de uma investigação policial.

Imagens de câmeras de vizinhos mostram o carro tentando atingir a casa na primeira investida e, em seguida, avançando novamente com velocidade. A vítima chegou a ser encaminhada a um hospital, mas veio a falecer segundos depois. A dinâmica do atropelamento está sendo analisada pelas autoridades.

A prisão ocorreu logo após o atropelamento. Vitória foi localizada na casa de um amigo, a partir de informações da Polícia Militar. O boletim de ocorrência aponta que ela pediu ajuda para serviços de lanternagem e pintura no carro. Em seguida, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva durante audiência de custódia na quinta-feira, 2 de julho, mantendo-a detida.

Aproximadamente 25 minutos após o crime, a estudante enviou áudios em um grupo de moradores. Nas mensagens, ela afirma ter avisado que passaria pelo portão e que os moradores conheciam seu comportamento. Os áudios passam a integrar as investigações sobre possível premeditação e motivação fútil, conforme avaliação de especialistas ouvidos pela imprensa local.

Ainda não há definição oficial sobre o enquadramento judicial final. A defesa pública destacou a possibilidade de enquadramento por homicídio qualificado, com indicações de motivo fútil, uso de recurso que dificultou a defesa, e pela condição de vítima ser idosa. As autoridades oponderam que as gravações podem influenciar o andamento do inquérito.

Antes do caso atual, Vitória já havia sido presa por direção sob efeito de álcool, em maio de 2025. Na ocasião, firmou um acordo de não persecução penal, cumpriu uma multa e o processo foi arquivado após cumprimento das condições. Na época, não havia antecedentes criminais, segundo o Ministério Público.

Testemunhas indicaram que haveria outras tentativas de atropelamento atribuídas à estudante, com provas anexadas ao inquérito para análise pela Polícia Civil. O andamento do caso depende da análise de vídeos, áudios, documentação e declarações de envolvidos.

A Polícia Civil continua as investigações para definir o enquadramento dos crimes e subsidiar o andamento processual. O conteúdo técnico, as evidências e os depoimentos devem orientar os próximos passos do inquérito, sem antecipar desfechos.

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