- A prefeitura de Belo Horizonte lançou o projeto Semáforos Inteligentes, que usa IA, monitoramento em tempo real e integração com sistemas de navegação para reduzir o tempo de deslocamento nos horários de pico em até 35%, após a fase de aprendizado.
- Na etapa inicial, cinquenta por cento do parque semafórico receberá controladores inteligentes com sensores e câmeras; a instalação deve começar em agosto.
- Até dezembro serão implantados cinqüentos pontos inteligentes, somando cerca de mil e quinhentos semáforos nas principais avenidas e corredores estratégicos; a prioridade fica com vias de maior circulação e transporte coletivo.
- A estimativa é de redução de aproximadamente dez por cento no tempo de deslocamento logo após a implantação, chegando a entre trinta e trinta e cinco por cento após cerca de três meses de operação.
- O sistema prevê prioridade automática a ônibus e veículos de emergência, integração dos dados com uma plataforma única e possibilidade de ajustes remotos para acidentes, obras e grandes eventos, com conectividade a aplicativos de navegação e ao sistema Muralha.
A Prefeitura de Belo Horizonte anunciou nesta quinta-feira, 2 de junho, o projeto Semáforos Inteligentes. A iniciativa usa inteligência artificial, monitoramento em tempo real e integração com sistemas de navegação para modernizar a gestão do trânsito. A promessa é reduzir, no pico, até 35% do tempo de deslocamento após o aprendizado da tecnologia.
Na primeira etapa, metade do parque semafórico da cidade será equipado com controladores inteligentes. Sensores, câmeras e algoritmos ajustarão automaticamente os tempos conforme o fluxo de veículos. A implantação começa em agosto, segundo o município.
A meta é chegar a cerca de 1.500 semáforos conectados em avenidas, corredores de ônibus e áreas estratégicas, incluindo Venda Nova e Barreiro. A prioridade inicial fica com vias de maior movimento e transporte coletivo, como Cristiano Machado, Antônio Carlos, Pedro II e Amazonas.
Como vão funcionar os novos semáforos
Os semáforos passam a monitorar o trânsito em tempo real e a adaptar os ciclos conforme a demanda de cada cruzamento. Além disso, os equipamentos se conectam entre si para coordenação integrada, otimizando corredores importantes da cidade.
Segundo a prefeitura, a implantação envolve a troca de cerca de 500 controladores nesta fase inicial. A expectativa é de que, após o aprendizado de três meses, a redução do tempo de viagem alcance entre 30% e 35% nos horários de pico.
Integração com ônibus, emergências e dados
O sistema dará prioridade automática ao transporte coletivo e a veículos de emergência, como ambulâncias e viaturas. Em acidentes, obras ou grandes eventos, ajustes remotos poderão ser feitos rapidamente.
Os semáforos também devem identificar pedestres na travessia, ajustando o tempo do sinal para aumentar a segurança. Os dados de mobilidade serão reunidos em uma plataforma única e, inicialmente, integrados a aplicativos de navegação.
Perspectivas e continuidade
A iniciativa busca reduzir congestionamentos, diminuir paradas e reduzir consumo de combustível e emissões. A modernização visa ampliar a tecnologia até que todo o parque semafórico da cidade seja transformado.
Em continuidade, a prefeitura prepara uma nova licitação para ampliar gradativamente a tecnologia em toda Belo Horizonte. A gestão também destacou o papel da tecnologia para melhorar a qualidade de vida no município.
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