- O Santapaula Iate Clube, projeto brutalista de João Batista Vilanova Artigas e Carlos Cascaldi, foi inaugurado em 1964 e fica na interseção da avenida Atlântica, em Interlagos, na beira da represa Guarapiranga, em São Paulo.
- A garagem de barcos de concreto aparente tem grande vão livre, oficina e posto de combustível; hoje o conjunto está degradado, com concreto rompido e ferrugem em ferros.
- Antes do clube, houve a ideia do Grande Hotel de Interlagos; o terreno foi adquirido pela Santapaula Melhoramentos, que contratou Artigas, reformou estruturas existentes e acrescentou a garagem, passagem subterrânea e piscinas.
- Nos anos oitenta, o Santapaula fechou por dificuldades financeiras e impacto da poluição da represa; houve propostas de transformar o espaço em hotel com centro de convenções que não foram adiante.
- Desde 2007, o conjunto arquitetônico de Artigas é tombado pelo Conpresp, mantido como uma das obras-primas do brutalismo e exemplo da escola paulista de arquitetura.
Na primeira metade dos anos 1970, o Santapaula Iate Clube, no bairro Interlagos, em São Paulo, era ponto de encontro da classe média. Relações com a Guarapiranga marcavam fins de semana de lazer e shows de artistas da época.
O conjunto foi concebido por Vilanova Artigas e Carlos Cascaldi, inaugurado em 1964, com a garagem de barcos em concreto aparente e grandes vãos livres. O projeto refletia o brutalismo característico da escola paulista.
O clube nasceu da reforma de um antigo terreno, após a tentativa fracassada do Grande Hotel de Interlagos. Artigas integrou a obra com a garagem, passagens e piscinas, tornando-a referência do estilo.
Estado atual
A garagem de barcos, com oficina e posto de combustível, ainda existe, mas está degradada. O concreto aparece rompido e o ferro sofre com a ferrugem, indicando perda de preservação.
O prédio principal do Santapaula Iate Clube permanece abandonado há cerca de quatro décadas. Mudanças de lazer, poluição da represa e crises financeiras contribuíram para o fechamento.
Desde 2007, o conjunto artístico está tombado pelo Conpresp, órgão municipal de patrimônio. Ao longo dos anos, várias propostas de uso, entre hotel e centro de convenções, não avançaram.
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