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Portuguesa Lídia Jorge vence Prêmio Camões de Literatura 2026

Escritora Lídia Jorge vence o Prêmio Camões 2026, prêmio de cem mil euros financiado pela Fundação Biblioteca Nacional e pelo governo de Portugal

A escritora Lídia Jorge, vencedora do Prêmio Camões 2026. Foto: Luisa Ferreira/Divulgação
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  • A escritora portuguesa Lídia Jorge ganhou o Prêmio Camões de Literatura 2026, a maior honraria da língua portuguesa.
  • O anúncio ocorreu no início da tarde desta quinta-feira, dia 2, após a reunião virtual do júri.
  • O prêmio de cem mil euros é financiado pela Fundação Biblioteca Nacional e pelo governo de Portugal.
  • O júri foi composto por especialistas de Portugal, Brasil, Angola, Guiné-Bissau e Moçambique e, por unanimidade, reconheceu a contribuição da obra de Lídia Jorge para a literatura da língua portuguesa.
  • A autora é conhecida por obras que abordam a guerra colonial, a condição feminina, a memória histórica e temas sociais, como em títulos como O Dia dos Prodígios, A Costa dos Murmúrios e Misericórdia.

Lídia Jorge, escritora portuguesa, venceu o Prêmio Camões de Literatura 2026, considerado o principal reconhecimento da língua portuguesa. A decisão foi anunciada no início da tarde desta quinta-feira (2) após reunião virtual do júri. O prêmio é de 100 mil euros, financiado pela Fundação Biblioteca Nacional e pelo governo de Portugal.

A autora é reconhecida por analisar a história recente de Portugal, questões sociais, direitos humanos e o papel das mulheres. Entre as obras marcantes estão O Dia dos Prodígios (1980), A Costa dos Murmúrios (1988) e Misericórdia (2022), que dialogam com memória, colonização e identidade.

O júri

O júri contou com especialistas de Portugal, Brasil, Angola e Guiné-Bissau, incluindo José Carlos Seabra Pereira, Ana Mafalda Leite, Lucia Santaella, José Ribamar Bessa Freire, Lopito Feijó e Odete Semedo. A ata conclui que Jorge enriquece o patrimônio da língua com obras que atravessam guerras coloniais e experiências femininas.

A defesa da obra

Para a ministra da Cultura do Brasil, Margareth Menezes, a escolha reafirma a força da escrita lusófona em preservar memórias e promover reflexão sobre a condição humana. O presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Marco Lucchesi, destacou a visão crítica da autora diante do passado colonial e a riqueza de sua linguagem.

Sobre o prêmio

O Prêmio Camões foi criado em 1988 pelos governos do Brasil e de Portugal para fortalecer a cultura lusófona. A cada edição, laureados de países da CPLP são reconhecidos por contribuir para o patrimônio literário comum. A cerimônia de entrega ocorre conforme o formato dos vencedores.

Sobre a autora

Nascida em 1946, em Boliqueime, Lídia Jorge tem formação em Filologia Românica pela Universidade de Lisboa. Sua obra ganhou tradução e prêmios como Prêmio Pessoa e Médicis Étranger, consolidando-a como uma voz central da literatura contemporânea de língua portuguesa.

Histórico do prêmio

Desde 1989, o Camões premiou nomes de Brasil, Portugal, Moçambique, Angola e Cabo Verde. A lista mostra a diversidade de regiões lusófonas e o papel central da literatura na promoção do diálogo entre os povos. Lídia Jorge figura entre os laureados mais destacados.

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