- A escritora portuguesa Lídia Jorge foi anunciada vencedora do Prêmio Camões de 2026, o maior reconhecimento da literatura em língua portuguesa.
- O prêmio traz cem mil euros, financiados pela Fundação Biblioteca Nacional, do Ministério da Cultura brasileiro, e pelo governo de Portugal.
- A trajetória da autora é marcada por obras como Misericórdia (2022) e pela abordagem da velhice, da memória e das transformações históricas na sociedade. Lídia tem oitenta anos.
- É a terceira vez seguida que o Camões premia uma mulher, e Lídia é a décima reconhecida desde 1989.
- A decisão foi unânime, segundo o júri internacional, que destacou a prosa poética e o foco na memória coletiva na obra da vencedora.
Lídia Jorge é a vencedora do Prêmio Camões 2026, o principal reconhecimento da literatura em língua portuguesa. O anúncio ocorreu nesta quinta-feira, 2 de julho, e a cerimônia de entrega deve ocorrer ainda neste ano, em data a confirmar. O júri destacou a obra da escritora portuguesa como expressão de uma prosa densa e poética.
A decisão é unânime, formada por um júri internacional com representantes de Brasil, Portugal, Angola e Guiné-Bissau. O prêmio soma 100 mil euros, financiado pela Fundação Biblioteca Nacional e pelo governo de Portugal. A escolha reforça a posição de Lídia Jorge entre as grandes vozes lusófonas.
Lídia Jorge nasceu em 1946 no Algarve. Professora de literatura, publicou o primeiro livro em 1980, O Dia dos Prodígios, ligado à Revolução dos Cravos. O conjunto de obras aborda memória histórica, gênero, emigração e transformações sociais com foco na vida cotidiana.
Entre os títulos recentes, Misericórdia (2022) ganhou reconhecimento europeu ao tratar de um lar de idosos e da relação entre gerações. A obra rendeu à autora o prémio Médicis, tornando-a a primeira portuguesa a vencer essa instituição.
No Brasil, a autora passou pela Feira do Livro de São Paulo em 2024, com lançamentos em Brasília. A editora Autêntica Contemporânea tem publicado parte de sua obra no país, incluindo Misericórdia e a reedição de Diante da Manta do Soldado.
Historicamente, o Camões tem alternado vencedores entre Brasil, Portugal e países africanos de língua portuguesa. Lídia Jorge torna-se a décima mulher a vencer o prêmio desde 1989, somando diversas autoras de destaque na lista.
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