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Voepass: famílias acessam últimas conversas antes de acidente em SP

Investigação da queda da Voepass entra na fase final; PF deve apresentar inquérito até o fim do mês e Cenipa recebe revisão internacional do relatório final

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  • Investigação do acidente do voo 2283 da Voepass entra em fase final; Polícia Federal deve entregar o inquérito até o fim do mês, enquanto o Cenipa revisa o relatório final em parceria com autoridades internacionais.
  • Defesa das famílias aponta possível indiciamento de pessoas que não estavam a bordo; laudo pericial aponta elementos relevantes ainda sob sigilo.
  • O voo saiu de Cascavel e caiu em Vinhedo, interior de São Paulo, deixando sessenta e dois mortos; a Anac cassou o alvará da Voepass.
  • Na esfera civil, a maior parte das ações já tem acordo; agora as famílias buscam responsabilização criminal e administrativa dos envolvidos.
  • Acidente ocorreu em 9 de agosto de 2024; Cenipa trabalha na fase final, com avaliações técnicas sob supervisão de órgãos internacionais, e não há prazo definido para conclusão.

Quase dois anos após o acidente do voo 2283 da Voepass, que deixou 62 mortos em Vinhedo, interior de São Paulo, a investigação entra na fase final. O inquérito da Polícia Federal deve ficar pronto até o fim deste mês, segundo a corporação.

O Cenipa, órgão da FAB, informou que o relatório final está em revisão internacional. autoridades do BEA e do TSB participam como representantes acreditados, avaliando o material produzido no Brasil antes da divulgação oficial.

Segundo o advogado das famílias, Luciano Katarinhuk, há expectativa de indiciamento de pessoas que não estavam a bordo, apontadas como responsáveis pelo acidente. O inquérito tramita sob sigilo, o que impede a divulgação de detalhes periciais.

A aeronave seguia de Cascavel, no Paraná, para São Paulo, e caiu em um condomínio em Vinhedo. Não houve vítimas em solo. Após o ocorrido, a Anac cassou o alvará de operação da Voepass, envolvendo a suspensão das atividades da empresa.

A defesa das famílias sustenta que o avião não deveria ter decolado, pois havia falhas estruturais. O piloto foi morto no acidente, mas o grupo aponta que outros culpados teriam contribuído para o desastre, com base em laudos iniciais.

Após o desastre, grande parte das ações civis já avançou para acordos. Agora as famílias buscam responsabilização criminal e administrativa dos envolvidos, com o objetivo de esclarecer falhas de manutenção e operação.

A presidente da associação que reúne as famílias, Fátima, afirmou que a reunião recente aumentou a confiança em punições. Ela destacou a presença de mães e familiares ainda em dor profunda, que aguardam justiça.

No mesmo período, o Cenipa divulgou que o avião, um ATR-72-500, apresentou indícios de problemas no sistema de degelo, associando condições de chuva e frio ao deslocamento da aeronave. O relatório final, porém, depende da conclusão do inquérito.

O acidente ocorreu em 9 de agosto de 2024, quando a aeronave caiu durante a aproximação, 20 minutos antes do pouso. O piloto mencionou falha no degelo em relatório preliminar divulgado posteriormente.

O Cenipa esclareceu que a investigação está em estágio avançado e passa pela revisão final com autoridades internacionais. O relatório final será tornado público por meio do site do Cenipa assim que concluído.

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