- Katharine Lee Bates, aos 33 anos, subiu o Pikes Peak em 1893 durante uma temporada de ensino em Colorado e escreveu o poema que virou a música patriótica “America the Beautiful”.
- A jornada da autora, acompanhada por colegas, inspirou a visão da paisagem americana que ficou registrada no poema e, depois, na canção.
- Hoje, é possível reviver parte da história no mesmo pico: a subida é desafiadora, com ganho de elevação de cerca de 2,255 metros ao longo de aproximadamente 21 quilômetros.
- No relato original, Bates e seus companheiros chegaram ao topo com impacto da grandiosidade da vista, embora uma das pessoas do grupo tenha desmaiado devido ao altitude.
- A música, originalmente publicada em 1895 e associada a uma melodia de 1910, exalta a natureza dos Estados Unidos e, ao mesmo tempo, convoca o país a cumprir seus ideais de liberdade e igualdade.
A reportagem acompanha uma viagem de retomada histórica até o topo de Pikes Peak, em Colorado, nos EUA. Em 1893, a professora Katharine Lee Bates escreveu a famosa letra de America the Beautiful após observar a paisagem do alto. Hoje, viajantes podem revisitar a jornada que a inspirou.
A autora, então professora de literatura inglesa de 33 anos, foi a Colorado para lecionar no verão. Ao chegar a Colorado Springs, ficou fascinada pela energia da cidade e pela grandiosidade da região, que motivou sua expedição ao cume. O percurso original misturou transporte antigo e uma caminhada desafiadora.
A subida de Bates começou pela rota de carroça até o topo, em uma época sem a ferrovia a vapor. Hoje, a trilha de Barr, com 21 km de subida, continua entre as preferidas de quem busca o desafio físico. A rota alterna com o Crags Trail, de acesso mais curto.
A viagem atual, feita a pé, começa bem cedo em Barr Trail. A trilha acumula mais de 2,2 mil metros de elevação em cerca de 21 km, com necessidade de hidratação constante e reposição de energia. O trecho é conhecido por ventos frios e ar rarefeito.
Ao longo do caminho, contato com outras pessoas destaca o impacto cultural da subida. Visitantes compartilham histórias de superação e comentam a beleza da paisagem, que inclui planaltos abertos, picos e vales recortados. A presença de abrigo em Barr Camp facilita a caminhada para muitos.
A visão no topo
No cume, Bates descreveu uma paisagem que a levou a escrever um poema de quatro estrofes, publicado em Boston em 1895. Em 1910, a obra ganhou uma adaptação musical que ficou associada ao ideal de unidade nacional, mesmo com críticas ao período da história americana.
Outras opções para chegar ao topo continuam disponíveis. É possível dirigir pela Pikes Peak Highway, com reservas exigidas em determinados períodos, ou optar por o trem a diesel que percorre a linha histórica Cog Railway, disponível o ano todo mediante compra antecipada de bilhetes.
A cada etapa, a visão do topo revela uma mistura de orgulho regional e lembrança histórica. A caminhada oferece a chance de comparar a experiência de Bates com o que hoje se observa na região, sob nuvens que podem alterar a extensão do horizonte.
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