- Evelyne dos Santos Gonçalves, organizadora do evento de rope jump, foi indiciada pela Polícia Civil por homicídio qualificado por motivo torpe e fraude processual, com pedido de conversão da prisão temporária em preventiva.
- Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu em Limeira no salto realizado em 13 de junho; a corda que deveria prender ao corpo estava esquecida no chão pela organização.
- No primeiro inquérito, três instrutores — Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves — foram indiciados por homicídio com dolo eventual e permanecem presos preventivamente em Guarulhos.
- O segundo inquérito concluiu que dois suspeitos presos temporariamente não devem ser indiciados por falta de provas; as prisões devem ser revogadas.
- A investigação aponta que a câmera acoplada ao corpo da vítima sumiu; João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva foi preso inicialmente, mas não há indícios suficientes de autoria, e a defesa nega envolvimento.
Evelyne dos Santos Gonçalves, de 43 anos, foi indiciada pela Polícia Civil por homicídio qualificado por motivo torpe e fraude processual, no caso da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, em Limeira, SP. O salto ocorreu em 13 de junho, quando a corda não estava presa ao corpo da vítima.
A polícia concluiu o segundo inquérito na terça-feira (30). Dois suspeitos presos, que participaram do salto, não foram indiciados por falta de provas. A Justiça deverá decidir sobre a revogação das prisões, que já tinham 20 dias de cumprimento.
No primeiro inquérito, concluído em 22 de junho, três instrutores foram indiciados por homicídio com dolo eventual. Eles aparecem em vídeo lançando Maria Eduarda sem cordas da Ponte do Esqueleto e permanecem presos preventivamente em Guarulhos.
O relatório final aponta que Maria Eduarda foi submetida ao que a perícia descreveu como aviãozinho, sem o equipamento de segurança necessário, o que provocou o óbito. A delegada afirma que houve falhas estruturais repetidas na organização do evento.
A organizadora, Evelyne, alegou atuação apenas administrativa, mas a investigação aponta envolvimento direto na organização, logística e divulgação do evento, com influência sobre a continuidade das operações e a realização do salto.
Segundo o relatório, não havia protocolos formais de conferência entre a equipe e os participantes. Entre 90 e 100 pessoas estavam inscritas para saltar no dia, e Evelyne não soube informar a posição da jovem no cronograma.
Sumiço da câmera que registrava o salto também é investigado. A peça não foi localizada e houve a suspeita inicialmente dirigida a João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva, preso temporariamente, mas sem indícios robustos de autoria.
A polícia afirma que Evelyne também considerou a possibilidade de apagar o vídeo. Ela também teria desativado perfil em rede social após o ocorrido, o que, isoladamente, não configura crime, mas é citado como indicativo.
Defesas contestam as acusações. O advogado de Evelyne afirma respeitar o inquérito, mas discorda do indiciamento. Os advogados de João dizem que ele não teve envolvimento com o sumiço da câmera e que merece indenização pelo tempo preso.
A reportagem do Estadão apurou os trabalhos concluídos, com base em laudos, depoimentos e imagens. O processo seguirá para avaliação do Ministério Público e do Poder Judiciário, que decidirão sobre os próximos passos.
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