- A Polícia Federal prendeu preventivamente nove pessoas no Rio Grande do Sul, suspeitas de torturar bebês, crianças e animais para produzir vídeos vendidos na internet, com prisões em Bagé, Candiota e Canoas.
- Entre os detidos estão dois ex-militares do Exército Brasileiro; o seguro de serviço militar obrigatório foi concedido, e eles não atuavam no Exército à época dos fatos.
- A PF cumpriu doze mandados de busca e apreensão e informou que muitos investigados tinham vínculo familiar com as vítimas.
- Segundo o delegado Ronaldo Reis, havia interesse financeiro em alguns casos, com vídeos gravados mediante pagamento; o principal investigado demonstrava satisfação ao registrar as agressões.
- As investigações seguem para identificar outras vítimas e possíveis compradores do conteúdo, que podem ter atuado em outras localidades.
A Polícia Federal prendeu preventivamente nine pessoas no Rio Grande do Sul, na quinta-feira (2 jul 2026), suspeitas de torturar bebês, crianças e animais para produzir vídeos e comercializar o conteúdo na internet. As prisões ocorreram em Bagé, Candiota e Canoas.
Ao todo, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão. A identidade dos detidos não foi divulgada pela PF. As ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Bagé.
Segundo o delegado Ronaldo Reis, havia vínculo de parentesco entre muitos investigados e as vítimas. Também havia propensão financeira, com alguns vídeos gravados mediante pagamento, segundo o delegado.
A PF informou que as investigações agora concentram-se na identificação de outras vítimas e de possíveis compradores do conteúdo. Segundo o delegado, compradores podem ser autores desses crimes também em outras localidades.
Contexto institucional
O Exército Brasileiro confirmou que dois ex-militares foram presos no RS, mas esclareceu que estavam vinculados ao serviço militar obrigatório e não atuavam no momento dos fatos. As Organizações Militares abrirão procedimento interno. Novas informações serão divulgadas conforme o andamento do processo.
Investigação e desdobramentos
As apurações continuam para mapear o alcance das ações, identificar novas vítimas e localizar possíveis compradores do material. A PF não informou outros detalhes sobre as vítimas nem sobre as motivações pessoais envolvidas.
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