- Santino Trattoria, nova casa em Itaim (Rua Adolfo Tabacow), teve investimento de cerca de R$ 7 milhões; reservas abertas e inauguração prevista para 14 de julho.
- O chef Rodolfo de Santis retorna à cozinha e garante que a casa será única, com espaço superior a mil metros quadrados e capacidade para pouco mais de 140 comensais.
- Preços prometem ficar cerca de vinte por cento abaixo da média do padrão, com vinhos variando de R$ 190 a R$ 60.000.
- O projeto é assinado pela mulher do chef, Amanda Melo (Mel.A Arquitetura), com marcenaria feita pelo irmão Matteo; a propriedade também envolve fazenda em São José dos Campos com planos de chalés farm to table para 2027.
- O cardápio prioriza tradição italiana com insumos brasileiros e produção própria de charcutaria, massas diárias com tra̧filas próprias e tiramisù em sequência de texturas.
Santino abre reservas para a trattoria de Rodolfo de Santis, com investimento de cerca de 7 milhões de reais. A casa fica no Itaim, em São Paulo, e a inauguração está marcada para o dia 14 de julho. O chef retorna à cozinha após dois anos afastado do mercado.
A nova casa revela uma estratégia distinta: não haverá reprodução de projetos anteriores, e o restaurante promete ser único. Segundo Rodolfo, não há planos de abrir outra unidade pelo Brasil; o objetivo é receber os clientes no Itaim para ver o chef trabalhando na cozinha.
O espaço ocupa mais de mil metros quadrados, com três salões e varanda, além de um jardim. O Santino terá capacidade para pouco mais de 140 pessoas, funcionando de segunda a segunda, do almoço ao jantar.
O projeto arquitetônico ficou a cargo da esposa do chef, Amanda Melo, da Mel.A Arquitetura. A marcenaria foi executada pelo irmão Matteo, que vive na Itália. O ambiente mistura elementos de casa com toques de luxo discreto, incluindo uma coleção de peças artesanais do próprio Rodolfo.
Além da construção, o chef investiu em produção própria de itens de charcutaria, executando guanciale, mortadela, nduja e outras peças dentro do restaurante. A ideia é reduzir a dependência de fornecedores industriales e valorizar técnica e sabor.
No cardápio, a proposta é manter clássicos italianos com qualidade de insumos brasileiros e itens exclusivos da Itália. A carta de massas é preparada diariamente com trafilas próprias, com combinações pensadas para cada molho. Timbre da casa: respeito às tradições sem abrir mão da inovação prática.
Entre as escolhas, a amatriciana recebe cebola para acentuar sabor. As massas acompanham o molho com formato específico, como tagliolini e tonnarelli, e a carbonara usa guanciale em cubos com massa seca importada. A ideia é priorizar textura e equilíbrio de sabores.
A carta de sobremesas também recebeu atenção, com o tiramisù elaborado a partir de um bolo embebido em café e cacau, aliado a um biscoito artesanal e um mascarpone menos doce. O objetivo é manter a sequência de texturas marcante ao paladar.
O histórico do chef, que construiu uma fazenda em São José dos Campos, também influencia o projeto. A fazenda está destinada a um conceito farm to table, com planos para alugar chalés e oferecer experiências gastronômicas locais a partir de 2027.
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