- O traficante Douglas de Azevedo Carvalho, conhecido como “Mancha” e ligado ao PCC, teve soltura autorizada pelo STJ, mas a Justiça de Minas Gerais barrou a saída em 2 de março.
- Mancha já havia cumprido pena, chegou a prisão domiciliar, rompeu a tornozeleira, ficou foragido por meses e foi localizado em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, em 15 de março deste ano, numa operação da PF, PCMG e polícia boliviana.
- Atualmente ele está preso na Penitenciária de Francisco Sá, a 488 quilômetros de Belo Horizonte, e é apontado como fundador da Tropa do Douglas, facção aliada ao Primeiro Comando da Capital.
- Ele era procurado pela Justiça Federal do Pará por suposto esquema de tráfico internacional que tentava enviar mais de trezentos quilos de cocaína para Portugal escondidos em uma carga de açaí; também respondia a mandado de prisão em Minas Gerais por tráfico, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.
- A decisão inicial do STJ autorizando a soltura mencionou vínculos familiares estáveis, residência fixa e atuação econômica lícita, com propostas de medidas cautelares, como proibição de deixar o país, entrega do passaporte, uso de tornozeleira e apresentação mensal à Justiça; posteriormente, houve decretação de prisão temporária por 30 dias no âmbito de investigação sobre assassinato em 2018.
O traficante conhecido como “Mancha”, aliado ao PCC, foi alvo de uma nova prisão após uma ordem expedida pela Justiça de Minas Gerais. A decisão anterior do STJ, que havia autorizado a soltura, foi barrada nesta quinta-feira, 2 de março, segundo avaliação do TJMG.
Mancha já esteve em prisão domiciliar, rompeu a tornozeleira eletrônica, deixou o Brasil e utilizou identidade falsa. Ele estava foragido desde então até ser localizado em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, em 15 de março, em operação conjunta de PF, PCMG e apoio da polícia boliviana.
Envolvidos e contexto
Douglas de Azevedo Carvalho, conhecido como Mancha, é apontado como fundador da Tropa do Douglas, facção ligada ao PCC. O Ministério Público e a Justiça o consideram investigado por tráfico internacional, comércio interestadual de drogas, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.
Quando e onde ocorreu o desfecho
A prisão atual ocorreu na Penitenciária de Francisco Sá, a 488 quilômetros de Belo Horizonte, após a captura no exterior. O caso envolve ainda mandados de prisão abertos pela Justiça Federal do Pará, ligados a uma tentativa de levar cocaína para Portugal escondida em carga de açaí.
Por que houve nova prisão
O STJ autorizou a soltura de Mancha com medidas cautelares, destacando atividade econômica lícita como sócio majoritário de empresa e vínculos familiares estáveis. Contudo, o TJMG revogou a decisão, mantendo a prisão e impondo medidas de controle.
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