- Estudo da JD Power aponta que 44,4% dos carros com central multimídia nos EUA apresentam algum problema na tela.
- A principal causa é o descompasso entre a evolução do software dos smartphones e o dos sistemas dos veículos.
- Entre as dez categorias avaliadas, nove tiveram melhora, mas a multimídia foi a única a piorar.
- Em marcas generalistas, o índice de problemas foi de 44,4%; em marcas de luxo, ficou em 38,3%.
- O estudo afirma que os carros estão cada vez mais como “computadores sobre rodas”, com dificuldades se concentrando nos softwares.
Quase metade dos carros novos com sistemas multimídia apresentaram falhas nas telas, aponta estudo da JD Power. A pesquisa analisou veículos com centrais multimídia nos Estados Unidos e aponta problemas de conectividade, congelamento de tela e incompatibilidades.
Entre as 10 categorias avaliadas, nove mostraram melhoria, incluindo ruído de rodagem e alertas de assistência. A central multimídia foi a única em que houve piora, segundo o levantamento.
O principal motivo identificado é o descompasso entre a evolução rápida dos softwares de smartphones e o ritmo de atualização dos sistemas a bordo. Quando os softwares não acompanham, surgem desconexões, reconexões difíceis e mapas que somem.
Contexto internacional
Os números indicam 44,4% de falhas nas marcas generalistas, enquanto montadoras de luxo registraram 38,3%. Carros de alto padrão tendem a ter sistemas mais estáveis, mas não são imunes a problemas de integração.
Ainda segundo a JD Power, a maior parte das falhas está associada a atualizações de software que não coincidem com as versões dos celulares. O estudo enfatiza que os smartphones costumam receber atualizações com maior frequência do que os sistemas automotivos.
Implicações para o setor
Apesar da melhoria em mecânica e montagem, a evolução tecnológica a bordo se tornou novo foco de desafios para fabricantes e fornecedores de software automotivo. A pesquisa reforça a demanda por maior alinhamento entre plataformas móveis e sistemas de infoentretenimento.
A partir desses dados, fabricantes devem priorizar estratégias de compatibilidade e atualização contínua. A tendência de transformar veículos em “computadores sobre rodas” requer investimentos em estabilidade de software para reduzir falhas e melhorar a experiência do usuário.
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