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Suspeito de atacar tenente da Rota pode fugir do país com a família

Suspeito foragido pode tentar deixar o país com a esposa e as filhas; polícia busca impedir fuga após registro de câmeras em Taubaté

Arte gráfica com rosto masculino, à esquerda, colorido e translucido sobre registro de câmera de monitoramento, em preto e branco, na qual quatro pessoas caminham em calçada - Metrópoles
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  • Hércules da Costa Siqueira, o Golias, está foragido desde sexta-feira e é apontado como provável executor do atentado contra o tenente da Rota; a Justiça decretou prisão temporária por trinta dias.
  • Câmeras registraram o suspeito ao lado da esposa e das filhas menores durante deslocamento em Taubaté, interior de São Paulo, com indícios de fuga para a Baixada Santista.
  • Investigação indica possível apoio da família e de familiares da esposa; Cláudia pode ter modificado a aparência para dificultar a identificação.
  • Ponto de passagem identificado foi uma pousada em Peruíbe, ligada a Elenilson Misael da Silva, morto em confronto com a Rota, com ligação investigada ao grupo.
  • A polícia mira um núcleo criminoso ligado ao atentado, com buscas autorizadas e quebra de sigilos para reconstruir passos dos envolvidos e impedir a saída de São Paulo ou do país.

Hércules da Costa Siqueira, conhecido como Golias, é apontado pela Polícia Civil e pela Polícia Militar de São Paulo como provável executor do atentado contra o tenente Ronickson Pimentel dos Santos, da Rota. Ele está foragido desde a decretação de prisão temporária por 30 dias, na última sexta-feira (3/7).

Câmeras registraram Hércules ao lado da esposa, Cláudia Ferreira Ramos, e das filhas menores durante deslocamento por Taubaté, no interior paulista. O grupo seguia em direção à Baixada Santista, segundo as investigações, e a polícia busca evitar que deixem o estado ou o país.

A apuração indica que o grupo pode ter recebido apoio de familiares próximos de Cláudia. Informações apontam que o casal e as crianças teriam ficado escondidos entre a noite de domingo (26/7) e a madrugada de segunda (27/7), retornando depois a uma rota de viagem.

Investigação e possíveis núcleos

As autoridades suspeitam que Hércules integre um núcleo criminoso ligado ao atentado, com atuação em planejamento, logística e apoio à fuga. A prisão temporária autorizou buscas em endereços ligados ao suspeito e a quebra de sigilo telefônico e telemático para reconstituir passos dos envolvidos.

A polícia também investiga se Cláudia participa ativamente da fuga, com sinais de que teria modificado a aparência para dificultar a identificação. Dois suspeitos seguem sob investigação como possível suporte ao foragido.

A última localidade chevante apontada pelas forças de segurança foi uma pousada em Peruíbe, no litoral, envolvendo o empresário Elenilson Misael da Silva, conhecido como Galego. Ele morreu em confronto com a Rota durante a operação de abordagem.

O crime e o contexto

O tenente Ronickson Pimentel dos Santos foi baleado na nuca ao parar em um semáforo na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, no dia 27 de junho. Imagens de câmeras mostram dois suspeitos em uma moto se aproximando; o garupa atira e o grupo foge.

As autoridades não divulgaram motivações definitivas do ataque e ressaltam que a hipótese de crime premeditado permanece em apuração. Outras gravações também registraram o monitoramento prévio do tenente pelos suspeitos.

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