- Imagens anexadas ao processo mostram a cronologia do suposto furto de um bilhete premiado da Mega-Sena de R$ 29 milhões em Sinop, MT, em 2023, desde o registro da aposta até o dia em que o bilhete teria desaparecido.
- A investigação começou após a funcionária da lotérica e o marido afirmarem serem ganhadores; a defesa alegou que o bilhete saiu de erro de impressão e que o papel pertencia à lotérica, com denúncia contra o casal.
- Em 12 de agosto de 2023, às 12h35, houve o registro da aposta vencedora, com diferença de 47 segundos entre as duas apostas constatadas no processo.
- Em 12 de agosto, às 12h39, haveria uma possível correção de falha no corte da impressão da aposta, com a operadora analisando e guardando o bilhete defeituoso.
- Em 14 de agosto de 2023, as imagens mostram a retirada do bilhete defeituoso do cofre pela suspeita e outra funcionária, sob supervisão, com a defesa afirmando que o bilhete pode ter sido retirado pelo próprio movimento da lotérica. A ex-funcionária nega ter furtado o bilhete.
Desde Sinop (MT), imagens anexadas ao processo revelam a cronologia do suposto furto do bilhete premiado da Mega-Sena de 29 milhões, em 2023. As fotos mostram o registro da aposta, a conferência dos números e o dia seguinte, quando o bilhete desapareceu. A justiça ainda decide quem é o verdadeiro dono.
O envolvimento central é da ex-funcionária de uma lotérica da cidade e do marido dela. Segundo a defesa, o casal teria sido apontado como ganhador pelo próprio dono do bilhete após descobrir que a impressão apresentava falha. A denúncia foi registrada contra o casal.
A investigação começou após a funcionária pedir demissão e alegar que, junto com o marido, seriam ganhadores da aposta. A defesa sustenta que o bilhete, impresso com erro, pertencia à lotérica, não ao cliente, o que geraria disputa sobre o prêmio. A Caixa ainda não respondeu.
Cronologia das etapas
12/08/2023 às 12h35: as apostas vencedoras são registradas. O processo aponta um intervalo de 47 segundos entre as duas apostas.
12/08/2023 às 12h37: o bilhete com falha é possivelmente emitido. O cliente devolve o papel e a operadora analisa o item.
12/08/2023 às 12h39: ocorre a correção da falha na impressão. O bilhete defeituoso é guardado na mesa da operadora.
13/08/2023 às 13h05: fim do expediente. A suspeita reúne documentos, bilhetes e dinheiro e os leva para um suposto cofre, que a defesa descreve como armário.
14/08/2023 às 13h32: surge o momento de retirar o bilhete defeituoso. Duas funcionárias abrem o cofre e o bilhete é retirado, segundo o processo.
A perícia indica que o bilhete simples impresso com defeito passou por reimpressão e conferência, com o papel sendo manipulado à mão. A defesa sustenta que o dono da lotérica arcaria com o prejuízo caso o bilhete fosse considerado premiado.
Situação atual
O processo descreve que a operadora de caixa atendeu a cliente, imprimiu um bilhete simples e, por um erro, emitiu um segundo comprovante. A Caixa afirma que regras operacionais não permitem estorno de apostas simples com valor abaixo de 10, o que complica a defesa. A reportagem não recebeu retorno da Caixa até o momento.
A defesa afirma que o bilhete foi guardado pela funcionária após o dano e que o proprietário da aposta seria ela, com o marido sustentando a família desde 2019. A situação jurídica envolve a disputa sobre a titularidade do prêmio e a própria origem do bilhete.
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