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Morre Marcelly Malta, pioneira na defesa de travestis no RS

Morta aos 75 anos em Porto Alegre, Marcelly Malta Lisboa foi pioneira na retificação de nomes de travestis e liderou ações de prevenção da AIDS no RS

Marcelly Malta Lisboa, fundadora da ONG Igualdade, no Rio Grande do Sul
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  • Morreu neste sábado, aos 75 anos, a ativista Marcelly Malta Lisboa, pioneira na defesa de travestis no Rio Grande do Sul e fundadora da ONG Igualdade, em Porto Alegre.
  • Foi a primeira pessoa a obter, em 2011, a retificação do nome no registro civil, durante mandato como presidente do Conselho Municipal de Direitos Humanos de Porto Alegre.
  • Liderou ações de prevenção e tratamento da Aids e chegou a dar aulas de formação para agentes da Polícia Civil.
  • Tive passagem pela Europa na década de noventa como trabalhadora sexual; retornou ao Brasil e influenciou a comunidade trans em Porto Alegre com acesso a informações de saúde.
  • O velório acontece no domingo, 5 de julho, das 7h às 12h, na Casa dos Conselhos de Porto Alegre.

Marcelly Malta Lisboa, pioneira da defesa de travestis no Rio Grande do Sul, faleceu aos 75 anos em Porto Alegre neste sábado. A morte foi anunciada pela ONG Igualdade, que ela fundou no final dos anos 1990.

A ativista ficou conhecida por ser a primeira a obter a retificação do nome no registro civil, em 2011. O pedido ocorreu quando ela presidia o Conselho Municipal de Direitos Humanos de Porto Alegre.

Essa conquista abriu caminhos para outras pessoas trans no Brasil ajustarem seus prenomes sem cirurgia obrigatória.

Marcelly atuou na prevenção e tratamento da Aids, integrando o Gapa e orientando travestis e transexuais. Também chegou a lecionar para policiais, em ações de formação junto ao governo do estado.

Legado e atuação

A comunidade LGBTQIA+ recorda o papel de Marcelly como referência histórica do movimento trans no estado. Organizações lamentaram a perda e destacaram sua participação em ações de acolhimento, educação e defesa de direitos.

A representante da parada LGBTI de Porto Alegre ressaltou que Marcelly abriu caminhos para geração de ativistas e para a melhoria da convivência entre comunidades. Ela é lembrada pela resistência e pela defesa da dignidade humana.

Segundo aliados, a vida de Marcelly foi marcada por lutas contra violência e discriminação, bem como pela promoção de informações relevantes sobre prevenção da HIV/Aids. Ela também reafirmou a importância da educação pública para a cidadania trans.

O velório será neste domingo (5), das 7h às 12h, na Casa dos Conselhos, em Porto Alegre. Equipes de diversas organizações devem prestar homenagens ao longo do dia.

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