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Petrolíferas sob pressão em nova ofensiva contra defensores ambientais

Doze meses em prisão domiciliar de Steven Donziger intensificam críticas a Chevron e ampliam apoio internacional contra o lawfare ambiental

Nurse Rosa Moreno. Photo courtesy of Amazon Watch, a group that’s been involved in the advocacy on behalf of peoples affected by oil pollution in the Ecuadorian Amazon.
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  • A Texaco, que virou Chevron, poluiu a Amazônia equatoriana com bilhões de galões de resíduos tóxicos, gerando danos bilionários reconhecidos por tribunais nos EUA, Equador e Canadá.
  • A ação foi julgada com condenação de pagamento; autoridades canadenses reconheceram o direito de cobrar a decisão dos equatorianos em território canadense.
  • O advogado Steven Donziger, defensor das comunidades, permanece em prisão domiciliar há 12 meses sob acusação de desacato, após controvérsia envolvendo o juiz Lewis Kaplan.
  • Juízes aposentados criticaram Kaplan, e juristas e laureados com o Nobel apoiam Donziger, alegando uso de lawfare para intimidar defensores ambientais.
  • O texto encerra com chamado para boicotar a Chevron e resistir à criminalização do ativismo, recebendo apoio internacional às comunidades afetadas.

Steven Donziger permanece em prisão domiciliar nos EUA há 12 meses, acusado de contempt em processo relacionado à poluição da Amazônia equatoriana envolvendo Texaco, hoje parte da Chevron. A medida ocorre num contexto de longas disputas judiciais que atravessam EUA, Equador e Canadá.

A defesa de Donziger alega uso inadequado da acusação de contempt e aponta falhas no julgamento de Kaplan, juiz federal que conduziu o caso nos EUA. A situação acontece após décadas de ações legais encetadas por comunidades indígenas e ribeirinhas contra a petrolífera, que resultaram em bilhões de dólares em indenizações.

Apoio internacional reforça a posição de Donziger. Juristas de renome e ganhadores do Nobel têm manifestado solidariedade, ressaltando o uso de mecanismos legais para intimidar ativistas ambientais. Críticos internacionais pedem que governos resistam a ações que criminalizam defensores do meio ambiente.

Contexto e desdobramentos legais

Caso originário envolve a extração de petróleo na Amazônia equatoriana, com denúncias de reciclagem de resíduos tóxicos que teriam contaminado água e solo. Ao longo dos anos, decisões judiciais em diferentes países reconheceram a responsabilidade da empresa e estabeleceram obrigações de indenização.

A defesa sustenta que Kaplan desviou de provas científicas ao proferir decisões. O placar atual inclui apelos administrativos e processos paralelos em tribunais de outros países que reforçam a legitimidade de ações dos atingidos pela poluição.

Impactos sobre a mobilização ambiental

Organizações de defesa de direitos humanos destacam a importância de proteger defensores ambientais frente a ações judiciais estratégicas. Juristas associam a prática de lawfare a tentativas de silenciar vozes críticas em diversos setores, não apenas na área ambiental.

Apesar dos entraves legais, ativistas e suportes internacionais enfatizam a necessidade de manter o escrutínio público sobre as práticas empresariais e a aplicação da lei de forma imparcial, observando sempre a presunção de inocência e o devido processo legal.

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