- Israel intensificou ações no sul do Líbano antes do cessar-fogo, destruindo a última ponte sobre o rio Litani; houve um morto e duas pessoas feridas.
- A Ponte Qasmiyeh ligava Tiro a Sidon, no caminho para Beirute.
- As forças israelenses seguiram buscando consolidar domínio em Bint Jbeil, ponto estratégico de entroncamento rodoviário.
- O cessar-fogo entra às 18h (horário de Brasília) desta quinta, com duração inicial de dez dias, até 26 de abril, e envolve negociações para paz duradoura mediadas pelos Estados Unidos; há ênfase no desarmamento do Hezbollah.
- O Hezbollah afirma que não pode permitir movimentação de tropas israelenses no sul; o conflito já provocou deslocamento de mais de 1 milhão de pessoas e mais de 2 mil mortes.
O conflito no sul do Líbano avançou pouco antes do anúncio de cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah. Em uma ação realizada nesta quinta-feira, 16, as Forças de Defesa de Israel buscaram consolidar posições na região, com ações no sul do país e no entroncamento de rodovias. A operação ocorre no contexto de uma ofensiva para criar uma zona de segurança.
Um ataque destruiu a Ponte Qasmiyeh, a última ligação entre o sul do Líbano e o restante do país sobre o rio Litani. Dois feridos e uma morte foram registrados pelo Exército libanês. A ponte ligava Tiro, a cidade mais populosa ao sul do Litani, a Sidon, cidade polo sulista, num trajeto rumo à capital Beirute.
Simultaneamente, Israel avançou em direção a Bint Jbeil, cidade estratégica por seu entroncamento viário que facilita movimentações no sul do Líbano. A ofensiva faz parte da operação iniciada em março, destinada a consolidar domínio no sul do Líbano diante de ataques do Hezbollah alinhado ao Irã.
Cessar-fogo e negociações
De acordo com o acordo em negociação, o cessar-fogo começaria às 18h (horário de Brasília) desta quinta, com duração prevista de dez dias, até 26 de abril. O texto oficial aponta um gesto de boa vontade de Israel para avançar as tratativas.
O Hezbollah afirmou que o cessar-fogo não pode permitir movimentação militar israelense dentro do Líbano, ressaltando que a presença de tropas em território libanês dá ao povo o direito de resistir. O governo libanês, por sua vez, busca a desmilitarização do grupo e o respeito à soberania.
O Departamento de Estado dos EUA informou que as duas partes concordaram em iniciar negociações para uma paz duradoura durante a vigência do cessar-fogo. O objetivo é reconhecer fronteiras e reduzir a influência de atores não estatais na região.
Contexto e números
Mais de 1 milhão de pessoas já foram deslocadas durante as operações, representando cerca de um quinto da população libanesa. O total de mortos no conflito no sul do Líbano e na região metropolitana de Beirute supera as 2 mil pessoas.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, negou um pedido do Hezbollah para desocupar o sul do Líbano durante as negociações de paz, segundo fontes da imprensa internacional. Netanyahu destacou duas exigências centrais para a paz: o desarmamento do Hezbollah e um acordo estável.
Tanto Israel quanto o Líbano buscam um acordo de fronteiras aceito por ambas as partes e a desmilitarização do Hezbollah, com a soberania do Exército libanês ao longo da fronteira. As negociações contam com a mediação dos EUA, apontando para um caminho de diálogo.
- Fontes: Reuters e CNN.
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