- quase 200 países chegaram a um acordo histórico no COP15, em Montréal, para deter e reverter a perda de biodiversidade até o fim da década.
- o acordo estabelece o Kunming-Montreal Global Biodiversity Framework, com metas para proteção, restauração e uso sustentável da biodiversidade.
- as negociações foram longas e contaram com protestos, incluindo um “die-in” de jovens ao redor do mundo e a saída de países em desenvolvimento devido a impasse de financiamento.
- o encontro ocorreu na Conferência das Partes sobre Biodiversidade das Nações Unidas (COP 15) em Montréal, Canadá.
- o alvo é frear a perda de biodiversidade e promover recuperação de ecossistemas críticos até 2030.
COP15, MONTREAL, Canadá — Na Conferência da ONU para Biodiversidade, após negociações prolongadas e protestos, quase 200 países chegaram a um acordo histórico para deter e reverter a perda de biodiversidade até o fim da década. O tratado foi selado durante o encontro em Montreal, em meio a debates sobre financiamento e implementação. Alguns países em desenvolvimento saíram em protesto com uma paralisação de negociações até que avanços financeiros fossem assegurados. A decisão fixa metas ambiciosas para conservar ecossistemas, espécies e serviços ambientais.
O pacto, denominado Kunming-Montreal Global Biodiversity Framework, prevê metas para aumentar áreas protegidas, reduzir a poluição, e melhorar a gestão de terras e águas. Entre as prioridades estão mecanismos de financiamento, apoio técnico e avaliações periódicas de progresso. O acordo também busca integrar a conservação da biodiversidade a setores como agricultura, energia e comércio, com metas de implementação até 2030.
As negociações envolveram representantes de governos, sociedade civil e comunidades indígenas, com participação de observadores internacionais. A conclusão do framework ocorre mesmo diante de entraves sobre recursos financeiros e responsabilidades de países com maiores emissões. O acordo é visto como um marco para coordenação global na proteção da biodiversidade.
Cardamom Mountains: ameaças e conservação
As Montanhas Cardamom, no sudoeste do Camboja, são uma das florestas tropicais mais bem preservadas do país. O terreno acidentado, as chuvas intensas e a baixa densidade populacional ajudam a manter a área como hotspot de biodiversidade, abrigando elefantes, pangolins e a última população viável de gato-de-barro regional.
Entretanto, a região enfrenta ameaças como desmatamento ilegal, transformação de terras e exploração de recursos. Relatórios especiais destacam o risco de perda de habitat e impactos sobre espécies vulneráveis. Vigilância, políticas públicas eficientes e ações de proteção são apontadas como essenciais para a conservação a longo prazo.
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