- Sami DiPasquale, diretor executivo da Abara, lidera Border Encounters, viagens de imersão de três dias no fronteira para promover diálogo e compreensão sobre imigração.
- O projeto vê El Paso como espaço de encontro, buscando transformar a região em base de aprendizado e reconciliação entre lados opostos da questão.
- A Abara comprou três propriedades perto do Rio Grande, incluindo a antiga residência Hart, para criar Abara House, com espaços de conferência, moradia, capela, café e galeria.
- Durante as visitas, participantes ouvem histórias de migrantes e da história da região, com presença de agentes da Patrulha e defensores da imigração para oferecer perspectivas diferentes.
- O objetivo é provocar mudanças de visão entre pessoas de diversos perfis políticos e incentivar um compromisso de longo prazo com a compreensão e a justiça migratória.
Sami DiPasquale, líder da ONG Abara, organiza Border Encounters, uma iniciativa que leva grupos de visitantes a imergirem na região de fronteira entre El Paso, no Texas, e Juárez, no México. O objetivo é explorar histórias históricas e humanas que revelam a complexidade da imigração. A visita ocorreu em março, com um grupo de nove pessoas de Christ Church Austin.
Durante o passeio, o grupo caminhou pela fronteira com 30 metros de altura de aço, próximo a um conjunto de ampliações urbanas. No trajeto, DiPasquale apresentou a história da travessia pelo Rio Grande e destacou como o passado molda o presente. O roteiro incluiu a visita a um marco histórico e a almoço em um local próximo à antiga residência de Simeon Hart.
Abara busca adquirir e reabilitar três propriedades ao longo do fronteiriço para abrir o Abara House, um espaço de encontros, conferências, hospedagem, capela, café e galeria. Em 2021, as primeiras negociações foram fechadas; em 2023 já havia campanhas para captar recursos. O projeto envolve mais de quatro acres no entorno.
A instituição planeja uma campanha de capital de 15 milhões de dólares para quitar empréstimos e financiar a restauração. A visão é oferecer espaços para formação, artes e referência histórica, conectando comunidades de ambos lados da fronteira. Entre os planos, está um café com produtos regionais.
Durante as visitas, participantes diversificados relatam motivações distintas para conhecer a fronteira. Profissionais de diversas áreas afirmam buscar compreensão, reduzir preconceitos e aprender com histórias de migrantes, refugiados e trabalhadores históricos da região. O objetivo é promover diálogo e aprendizado, não ativismo.
A experiência inclui interação com agentes de Border Patrol e defensores da imigração, que compartilham perspectivas distintas sobre segurança, políticas públicas e o papel das fronteiras. Em Juárez, o grupo visitou um abrigo de migrantes e percebeu o peso humano da circulação de pessoas pela fronteira.
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