Assessores do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceram que a guerra na Ucrânia pode levar meses para ser resolvida, contrariando suas promessas de um acordo de paz em seu primeiro dia de mandato, em 20 de janeiro. Em declarações à Reuters, dois conselheiros afirmaram que as promessas feitas durante a campanha eram, em […]
Assessores do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceram que a guerra na Ucrânia pode levar meses para ser resolvida, contrariando suas promessas de um acordo de paz em seu primeiro dia de mandato, em 20 de janeiro. Em declarações à Reuters, dois conselheiros afirmaram que as promessas feitas durante a campanha eram, em parte, discurso eleitoral e refletem uma falta de compreensão sobre a complexidade do conflito. O novo enviado especial de Trump, o tenente-general aposentado Keith Kellogg, também expressou ceticismo, desejando uma “solução” em 100 dias, o que está além do cronograma original.
Durante a campanha, Trump frequentemente afirmou que conseguiria um acordo entre Ucrânia e Rússia rapidamente. No entanto, em outubro, sua retórica mudou, indicando que poderia resolver a guerra “muito rapidamente”. Recentemente, ele mencionou a preparação de uma reunião com o presidente russo Vladimir Putin, mas não especificou uma data. O Kremlin respondeu que está aberto a negociações, mas sem detalhes confirmados.
Nesta quarta-feira, a Rússia lançou uma nova ofensiva com mísseis e drones contra a Ucrânia, visando a infraestrutura energética do país. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, informou que mais de 40 mísseis e 70 drones foram disparados, com as defesas aéreas ucranianas conseguindo interceptar pelo menos 30 deles. A capital, Kiev, foi atingida, levando moradores a se abrigarem em estações de metrô.
Na região de Lviv, duas instalações de energia foram danificadas, conforme relatado pelo governador local. Em Ivano-Frankivsk, as defesas aéreas interceptaram ataques, e não houve relatos de feridos. A situação se agrava em meio ao rigoroso inverno do Hemisfério Norte, complicando ainda mais a vida dos ucranianos.
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