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Gaza se torna o principal desafio no legado de Joe Biden ao deixar a presidência

- A retirada dos EUA do Afeganistão em 2021 afetou a popularidade de Biden. - A invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022 expôs fragilidades na política externa. - O apoio incondicional a Israel durante o conflito em Gaza gerou críticas severas. - Biden aceitou um cessar-fogo em Gaza sob pressão de Trump, um dia antes do fim. - Acusações de genocídio contra Biden e Blinken marcam sua administração na história.

O processo de retirada dos Estados Unidos do Afeganistão, em agosto de 2021, resultou na queda da popularidade de Joe Biden entre os norte-americanos. Desde então, a desaprovação da administração democrata superou a aprovação, revertendo uma tendência positiva que Biden experimentou após vencer Donald Trump por 4,5% no voto popular. Embora a maioria dos cidadãos […]

O processo de retirada dos Estados Unidos do Afeganistão, em agosto de 2021, resultou na queda da popularidade de Joe Biden entre os norte-americanos. Desde então, a desaprovação da administração democrata superou a aprovação, revertendo uma tendência positiva que Biden experimentou após vencer Donald Trump por 4,5% no voto popular. Embora a maioria dos cidadãos apoiasse a retirada após duas décadas de conflito, a forma como ocorreu foi considerada humilhante, refletindo uma imagem de fraqueza e incompetência em política externa.

A retirada do Afeganistão não foi a única crise enfrentada por Biden. Em 2022, a Rússia invadiu a Ucrânia, desconsiderando as advertências dos EUA. Inicialmente, Biden recomendou que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, evacuasse Kiev, mas Zelensky optou por resistir. Isso levou Biden a formar uma coalizão para apoiar a Ucrânia, embora a invasão tenha reforçado a percepção de fragilidade do governo americano no início do conflito.

Em 2023, o ataque do Hamas a Israel, que resultou na morte de 1.200 pessoas, trouxe novas críticas a Biden. O presidente foi acusado de apoiar incondicionalmente o governo de Benjamin Netanyahu, enquanto 45 mil palestinos, a maioria civis, perderam a vida. Durante os primeiros seis meses do conflito, Biden se opôs a um cessar-fogo e vetou resoluções da ONU, só aceitando um fim das hostilidades em maio, após pressão de Trump.

As ações de Biden em relação ao Afeganistão, Ucrânia e Gaza moldaram sua presidência, assim como as guerras do Iraque e do Irã impactaram seus antecessores. Para muitos, Biden e seu secretário de Estado, Anthony Blinken, serão lembrados como coniventes com ações que alguns classificam como crimes contra a humanidade, enquanto Israel e os EUA defendem seu direito à autodefesa contra o terrorismo.

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