O secretário-geral da ONU, António Guterres, solicitou à administração de Donald Trump que considere “isenções adicionais” após a decisão dos Estados Unidos de congelar a ajuda externa. Essa medida, anunciada na última sexta-feira, exclui apenas Egito, Israel e a assistência alimentar de emergência, conforme comunicado do porta-voz Stéphane Dujarric. Guterres expressou preocupação com a decisão […]
O secretário-geral da ONU, António Guterres, solicitou à administração de Donald Trump que considere “isenções adicionais” após a decisão dos Estados Unidos de congelar a ajuda externa. Essa medida, anunciada na última sexta-feira, exclui apenas Egito, Israel e a assistência alimentar de emergência, conforme comunicado do porta-voz Stéphane Dujarric. Guterres expressou preocupação com a decisão e destacou a importância de garantir a continuidade da entrega de ajuda aos mais vulneráveis.
Os Estados Unidos, até então, eram o principal fornecedor global de ajuda humanitária, destinando cerca de 1% do orçamento federal para esse fim. O ex-presidente Joe Biden apoiava esse financiamento, mas Trump, em seu primeiro dia de mandato, assinou uma ordem executiva que congela a ajuda externa por 90 dias para uma revisão de políticas. O secretário de Estado, Marco Rubio, esclareceu que a decisão não se aplicaria a Israel e Egito, mas não mencionou a Ucrânia, que enfrenta a guerra com a Rússia.
Como resultado imediato, diversos projetos de ajuda na Ucrânia foram suspensos, afetando apoio a veteranos, meios de comunicação locais e iniciativas de saúde. Desde o início da invasão russa em fevereiro de 2022, a Usaid concedeu à Ucrânia US$ 2,6 bilhões em ajuda humanitária e US$ 5 bilhões em assistência ao desenvolvimento. A administração Biden havia solicitado cerca de US$ 42,8 bilhões para o exercício de 2025.
O porta-voz da ONU ressaltou que “os Estados Unidos são um dos maiores provedores de ajuda” e enfatizou a necessidade de colaboração construtiva para definir um caminho estratégico a seguir. A situação destaca a importância da ajuda humanitária em tempos de crise e a necessidade de reconsiderar políticas que possam impactar os mais necessitados.
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