- O governo das Ilhas Marshall criou uma área marinha protegida de 48.000 quilômetros quadrados, abrangendo os atóis Bikar e Bokak e o mar profundo ao redor.
- É a primeira área marinha protegida federal no país, localizado entre o Havaí e as Filipinas.
- Atividades de pesca e extração passarão a ser proibidas, fortalecendo a proteção contra ameaças.
- A região abriga espécies raras e ameaçadas, como tartarugas-verdes, Napoleon wrasse e parguetas-bico-de-pombo, além de potencial para novas espécies.
- A iniciativa faz parte da estratégia Reimaanlok, que envolve comunidades locais na gestão dos oceanos com base em conhecimento tradicional.
O governo das Ilhas Marshall anunciou a criação de uma área marinha protegida de 48 mil quilômetros quadrados, considerada uma das mais nuas e intocadas ecossistemas marinhos do mundo. A medida inclui dois atóis no norte do arquipélago, Bikar e Bokak, e o mar profundo ao redor.
A nova reserva é a primeira área marinha protegida federal do país, situado entre Havaí e Filipinas. A decisão foi divulgada em 28 de janeiro e visa reduzir atividades extrativas, já difíceis devido ao cuidado histórico da comunidade Utrik com a região.
A iniciativa tem respaldo de autoridades nacionais e de organizações científicas. Hilda Heine, presidente das Ilhas Marshall, destacou que sem ecossistemas oceânicos sustentáveis a economia, a estabilidade e a identidade cultural correm riscos.
A expedição Pristine Seas, da National Geographic, em parceria com a Marshall Islands Marine Resources Authority, mapeou o área ao longo de quase 650 horas de mergulho antes da decisão. O trabalho destaca alta biomassa de peixes recifais e abundância de recifes.
Estudos apontam ainda grande potencial de novas espécies de peixes e invertebrados nas águas profundas. Os atóis apresentam recife com cobertura elevada e boa resiliência às mudanças climáticas, segundo os pesquisadores.
O projeto integra a estratégia de conservação Reimaanlok, que significa olhar para o futuro. A iniciativa envolve comunidades costeiras nas decisões sobre a gestão oceânica e do território, buscando combinar tradição e ciência.
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