O escritor Salman Rushdie prestou depoimento nesta terça-feira (11) no julgamento de Hari Matar, acusado de atacá-lo com uma faca em 2022. Rushdie, que perdeu a visão no olho direito devido ao ataque, descreveu o momento como aterrorizante, afirmando: “Eu estava morrendo”. Ele relatou que Matar o atacou com uma faca de 15 centímetros, desferindo […]
O escritor Salman Rushdie prestou depoimento nesta terça-feira (11) no julgamento de Hari Matar, acusado de atacá-lo com uma faca em 2022. Rushdie, que perdeu a visão no olho direito devido ao ataque, descreveu o momento como aterrorizante, afirmando: “Eu estava morrendo”. Ele relatou que Matar o atacou com uma faca de 15 centímetros, desferindo múltiplos golpes em seu rosto, pescoço e abdômen, enquanto estava em um “lago de sangue” ao ser retirado do local do ataque, no centro cultural Chautauqua Institution, em Nova York.
Durante seu depoimento, Rushdie detalhou a experiência, mencionando que percebeu Matar apenas no último momento e que o golpe foi “intensamente doloroso”, resultando na cegueira do olho afetado. O autor de “Os versos satânicos” estava prestes a dar uma palestra para mil pessoas quando foi atacado. Matar, de 27 anos, foi preso no local e, ao entrar no tribunal, fez declarações políticas, gritando: “do rio ao mar, a Palestina será livre”.
A defesa de Matar tenta evitar que Rushdie seja visto como uma vítima de perseguição religiosa, enquanto o réu enfrenta também acusações de terrorismo por seu apoio ao Hezbollah. Matar alegou ter lido apenas duas páginas do livro de Rushdie, afirmando que o autor “atacava o islamismo”. Testemunhas do ataque, como Jordan Steves, relataram suas tentativas de imobilizar Matar e a cena caótica que se seguiu ao ataque, com gritos e sangue.
Rushdie, que já havia enfrentado várias tentativas de assassinato antes do ataque, escreveu sobre sua experiência no livro “Faca: reflexões sobre um atentado”, onde reflete sobre suas crenças e as motivações de seu agressor. Após anos vivendo sob escolta em Londres, Rushdie se mudou para Nova York em 2000, onde levava uma vida social ativa até o ataque.
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