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Professor aponta dificuldades da OMC em sancionar Trump e favorecer o Brasil

- Brasil considera acionar a OMC contra tarifas dos EUA, mas especialistas duvidam da eficácia. - A OMC enfrenta paralisia no Órgão de Apelação, dificultando sanções a Washington. - Popularidade de Lula despenca, atingindo 24%, o menor índice de sua carreira. - Crises sucessivas, como a do Pix, impactam negativamente a imagem do governo. - Críticas internas no PSDB refletem tensões políticas, com foco na reestruturação do partido.

O professor de Relações Internacionais da ESPM, Roberto Uebel, comentou que, caso o Brasil avance com uma demanda contra os Estados Unidos na Organização Mundial do Comércio (OMC), é improvável que a entidade aplique sanções ao governo americano. Uebel destacou a “fragmentação do multilateralismo” promovida pela administração Trump, que já se retirou de várias organizações […]

O professor de Relações Internacionais da ESPM, Roberto Uebel, comentou que, caso o Brasil avance com uma demanda contra os Estados Unidos na Organização Mundial do Comércio (OMC), é improvável que a entidade aplique sanções ao governo americano. Uebel destacou a “fragmentação do multilateralismo” promovida pela administração Trump, que já se retirou de várias organizações internacionais, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Acordo de Paris. A OMC, criada em 1995, visa facilitar o comércio entre seus 164 membros, que representam 98% do comércio global.

Em entrevista à Rádio Clube do Pará, o presidente Lula afirmou que o Brasil pode recorrer à OMC contra tarifas impostas por Trump e que seu governo reagirá com reciprocidade a qualquer medida dos EUA. Uebel, no entanto, acredita que a OMC não terá legitimidade para sancionar os Estados Unidos, dado o contexto atual. Ele ressaltou que, mesmo que o Brasil consiga levar a demanda adiante, a OMC enfrenta dificuldades, especialmente após a paralisação do Órgão de Apelação em 2019, que ocorreu devido a bloqueios americanos.

A colunista do UOL, Raquel Landim, analisou a queda na popularidade de Lula, que despencou de 35% para 24% em apenas dois meses, o que representa o seu nível mais baixo em três mandatos. A reprovação também atingiu um recorde, subindo de 34% para 41%. Landim atribui essa queda a crises enfrentadas pelo governo, incluindo a polêmica em torno do Pix, que foi caracterizada como uma crise fabricada.

No cenário político de São Paulo, o ex-senador José Aníbal, presidente do PSDB, criticou o prefeito Ricardo Nunes por suas declarações sobre o partido e o chamou de “ingrato”. Nunes, que assumiu a prefeitura após a morte de Bruno Covas, sugeriu que o PSDB precisa se reestruturar e se opôs à fusão com o MDB. Ele foi reeleito em 2024, mas seu mandato é marcado por polêmicas e denúncias de corrupção.

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