O hotel Decápolis, em Panamá, que normalmente oferece apartamentos com vista para o mar, se transformou em um centro de custódia temporária para 299 migrantes deportados pelos Estados Unidos. O governo panamenho confirmou a situação na última terça-feira (18), destacando que os migrantes, de diversas nacionalidades, enfrentam condições severas, com segurança reforçada e restrições severas […]
O hotel Decápolis, em Panamá, que normalmente oferece apartamentos com vista para o mar, se transformou em um centro de custódia temporária para 299 migrantes deportados pelos Estados Unidos. O governo panamenho confirmou a situação na última terça-feira (18), destacando que os migrantes, de diversas nacionalidades, enfrentam condições severas, com segurança reforçada e restrições severas de movimento. Os deportados expressam seu desespero com cartazes pedindo ajuda e demonstram sinais de privação de liberdade.
Os migrantes, incluindo cidadãos da Índia, China, Irã e Afeganistão, foram enviados ao Panamá como parte da política de deportação do governo de Donald Trump. Apenas 171 deles aceitaram retornar aos seus países, enquanto 128 permanecem sem um destino claro. As autoridades panamenhas informaram que este grupo será transferido para um acampamento na província de Darién, onde as condições são descritas como primitivas e insalubres.
O ministro da Segurança Pública do Panamá, Frank Ábrego, afirmou que os migrantes estão sob proteção e não em detenção, embora enfrentem restrições severas. Ele destacou que a transferência para o acampamento é uma medida de segurança e que a repatriação será coordenada com a Organização Internacional de Migrações (OIM) e o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur). A situação é complicada, pois muitos migrantes temem represálias se retornarem aos seus países de origem.
A pressão internacional sobre o Panamá aumentou, especialmente após a visita do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que buscou apoio para a política de deportação. O governo panamenho, sob pressão, concordou em servir como uma “ponte” para os deportados, mas enfrenta críticas pela forma como os migrantes estão sendo tratados e pela falta de acesso a assistência legal e humanitária. A situação continua a evoluir, com novos voos de deportados previstos para chegar a outros países da região.
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