Um navio patrulha da Marinha venezuelana entrou no espaço marítimo da Guiana na manhã deste sábado, 1º de março de 2024, e se posicionou próximo a embarcações da Exxon Mobil no bloco Stabroek, conforme informado pelo governo guianense. Este bloco é considerado o campo de petróleo de crescimento mais rápido do mundo, com reservas recuperáveis […]
Um navio patrulha da Marinha venezuelana entrou no espaço marítimo da Guiana na manhã deste sábado, 1º de março de 2024, e se posicionou próximo a embarcações da Exxon Mobil no bloco Stabroek, conforme informado pelo governo guianense. Este bloco é considerado o campo de petróleo de crescimento mais rápido do mundo, com reservas recuperáveis estimadas em 11 bilhões de barris. A área é alvo de disputas territoriais entre os dois países, intensificadas desde a descoberta de petróleo pela Exxon em 2015.
O presidente da Guiana, Irfaan Ali, relatou que o navio venezuelano se aproximou de ativos em águas exclusivas do país, incluindo o FPSO Prosperity. Ele destacou que a Guiana já alertou seus parceiros internacionais sobre a situação e que a Força de Defesa da Guiana enviou aeronaves para monitorar a área. A Organização dos Estados Americanos (OEA) condenou as ações da Venezuela, classificando-as como uma violação do direito internacional e uma ameaça à estabilidade regional.
Os Estados Unidos também se manifestaram, considerando a incursão venezuelana como inaceitável e alertando que novas provocações teriam consequências para o regime de Nicolás Maduro. O governo da Guiana planeja enviar uma nota formal de protesto à Venezuela e convocou o embaixador venezuelano para uma reunião. A tensão entre os dois países é histórica, com a Guiana buscando soluções diplomáticas, mas reafirmando sua disposição de defender sua integridade territorial.
Além disso, a Guiana concedeu recentemente uma nova licença à Exxon Mobil, o que aumentou as tensões com a Venezuela, que considera a exploração do bloco Stabroek ilegal. O incidente ocorre em um contexto de crescente militarização na região, com a Venezuela mobilizando tropas em resposta a ações de outros países, como o envio do navio militar britânico HMS Trent à Guiana em dezembro de 2024. A situação continua a ser monitorada de perto por autoridades internacionais e locais.
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