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Macron propõe trégua de um mês entre Rússia e Ucrânia para impulsionar paz duradoura

- Emmanuel Macron propôs uma trégua parcial de quatro semanas na guerra. - A trégua focaria em ar, mar e infraestrutura energética, excluindo combates em terra. - Reações europeias foram mistas; alguns líderes consideraram a ideia prematura. - A proposta visa testar a boa-fé da Rússia e abrir espaço para negociações de paz. - A disposição da Ucrânia e da Rússia em aceitar a trégua ainda é incerta.

Durante a cúpula de líderes europeus em Londres, o presidente francês Emmanuel Macron sugeriu uma trégua parcial de quatro semanas entre Rússia e Ucrânia, abrangendo áreas aéreas, marítimas e infraestrutura energética, mas excluindo os combates em terra. Em entrevista ao jornal Le Figaro, Macron destacou que a verificação do cumprimento da trégua ao longo da […]

Durante a cúpula de líderes europeus em Londres, o presidente francês Emmanuel Macron sugeriu uma trégua parcial de quatro semanas entre Rússia e Ucrânia, abrangendo áreas aéreas, marítimas e infraestrutura energética, mas excluindo os combates em terra. Em entrevista ao jornal Le Figaro, Macron destacou que a verificação do cumprimento da trégua ao longo da linha de frente seria complexa. O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, afirmou que essa trégua poderia ajudar a avaliar a boa-fé do presidente russo Vladimir Putin em relação às negociações de paz.

A proposta, ainda em fase inicial, visa dividir o processo de cessar-fogo em etapas, permitindo um teste da disposição da Rússia para negociar. Não haveria cedência territorial, e a ideia é criar um espaço político para discussões sobre uma paz duradoura. Um “força de garantia” europeia seria enviada à Ucrânia apenas após um cessar-fogo definitivo. O embaixador britânico em Washington, Lord Mandelson, apoiou a ideia, sugerindo que a Ucrânia deveria ser a primeira a se comprometer com a trégua.

Entretanto, autoridades britânicas mostraram-se céticas em relação à proposta, afirmando que ainda não havia um consenso sobre o assunto. O ministro das Forças Armadas do Reino Unido, Luke Pollard, mencionou que várias opções estão sendo discutidas, mas nenhuma foi acordada. O vice-primeiro-ministro italiano, Antonio Tajani, considerou a ideia “prematura”, defendendo que as negociações devem envolver tanto a Europa quanto os Estados Unidos.

Apesar das dificuldades, como a medição de violações em ataques anônimos, diplomatas ocidentais não descartaram a proposta de Macron como uma possibilidade viável. A disposição da Rússia em aceitar uma trégua parcial ainda é incerta, e o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky indicou que está ciente da proposta, mas ressaltou que ações hostis não são compatíveis com a vontade de negociar.

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