- A Hvalur hf. não vai caçar baleias-fin no verão de 2025.
- Em dezembro de 2024 o governo concedeu à Hvalur hf. licença de cinco anos para caçar 209 baleias-fin por ano, entre 2025 e 2029.
- A mesma decisão concedeu à Tjaldtangi ehf. licenças para caçar 217 baleias-minke por ano no mesmo período.
- A maior parte da carne é exportada para o Japão; o preço no Japão tem ficado desfavorável e piorando, tornando a atividade inviável neste verão.
- Organizações de conservação sugerem que a notícia pode marcar o começo do fim da caça comercial na Islândia, enquanto trabalhadores locais destacam impactos econômicos.
A Hvalur hf., a maior empresa de caça comercial de baleias da Islândia, anunciou que não irá caçar baleias-fin nesta terá de verão de 2025. A decisão envolve apenas o fim das baleias-fin no verão deste ano, ocorrendo no país.
Em dezembro de 2024, o governo islandês concedeu à Hvalur hf., controlada pelo bilionário Kristján Loftsson, uma licença de cinco anos para caçar 209 baleias-fin por ano entre 2025 e 2029. A empresa vizinha Tjaldtangi ehf. recebeu licenças para 217 baleias-minke no mesmo período.
A maior parte do rendimento vem da exportação de carne de baleia para o Japão. Loftsson disse ao Morgunblaðið, em 12 de abril, que o preço no Japão está desfavorável e piorando, tornando a atividade inviável neste verão devido a condições econômicas e guerras comerciais globais.
ONGs e especialistas divergem sobre o mercado. Sharon Livermore, da IFAW, afirmou por e-mail que há demanda em queda e estoques elevados de carne importada, o que torna a caça economicamente desvantajosa. Já o sindicalista Vilhjálmur Birgisson considerou o anúncio um golpe para a comunidade local.
Contexto: Islândia, Japão e Noruega são os únicos países que ainda permitem a caça comercial desde uma moratória da IWC de 1986. Entre 2019 e 2021 não houve caça comercial de baleias-fin na Islândia. A retomada ocorreu em 2022.
Em 2023, o mesmo ministério responsável suspendeu as operações da Hvalur após relatório da autoridade veterinária sugerir sofrimento de baleias capturadas; a suspensão foi levantada em setembro, e, nos meses seguintes, a empresa matou baleias-fin. O status atual sinaliza possível ajuste estratégico diante de mercados.
Reação e contexto adicionais: organizações defensoras, como Whale and Dolphin Conservation, veem a notícia como potencial sinal de fim gradual da caça no país, enquanto defensoras ressaltam que baleias-minke continuam sob risco de caça. O tema permanece sob monitoramento internacional.
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