Cinco opositores venezuelanos que estavam asilados na embaixada argentina em Caracas foram levados para os Estados Unidos, gerando polêmica sobre se a saída foi negociada ou uma surpresa para o governo de Nicolás Maduro. Diosdado Cabello, um dos líderes do governo, afirmou que a saída foi resultado de uma negociação, enquanto a oposição considerou a ação uma vitória inesperada. O governo dos EUA, por sua vez, descreveu a operação como uma “ação precisa”. Os opositores estavam na embaixada desde março de 2024, fugindo de acusações de conspiração. Durante o tempo em que estiveram lá, enfrentaram cercos e dificuldades, como falta de água e energia. O governo brasileiro, que cuidava da embaixada após a expulsão dos diplomatas argentinos, tentou negociar a saída dos asilados, mas não obteve sucesso. A situação se intensificou com a presença de forças de segurança ao redor da embaixada. Apesar das declarações de Cabello, a oposição e o governo dos EUA afirmam que a operação pegou o regime de surpresa. A mãe da líder oposicionista María Corina Machado também teria deixado o país, enquanto ela permanece escondida na Venezuela.
O governo da Venezuela confirmou a saída de cinco opositores que estavam asilados na embaixada argentina em Caracas desde março de 2024. A retirada ocorreu na última terça-feira e os opositores foram levados para os Estados Unidos. A situação gerou controvérsias sobre se a saída foi resultado de uma negociação ou uma operação surpresa.
Diosdado Cabello, ministro do Interior e Justiça da Venezuela, afirmou que a saída foi negociada. Em contraste, a oposição considera a ação uma vitória inesperada, alegando que o regime de Nicolás Maduro foi pego de surpresa. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, descreveu a operação como uma “operação precisa”.
Os opositores, que incluíam membros do partido Vente Venezuela, enfrentaram severas restrições durante seu tempo na embaixada. Relatos indicam que a residência diplomática estava cercada por forças de segurança, com frequentes cortes de água e energia. O governo brasileiro, que assumiu a custódia da embaixada após a expulsão dos diplomatas argentinos, tentou negociar salvoconductos para os asilados, mas sem sucesso.
A coalizão opositora divulgou um comunicado celebrando a operação como um testemunho da luta pela liberdade. O texto agradece o apoio dos Estados Unidos, Argentina e Brasil. Os cinco opositores liberados planejam compartilhar suas experiências em breve e reafirmaram o compromisso de lutar pela libertação de mais de novecentos presos políticos ainda detidos na Venezuela.
Enquanto isso, Nicolás Maduro continua sua viagem à Rússia, sem comentar publicamente sobre a saída dos opositores. A situação política na Venezuela permanece tensa, especialmente após as recentes eleições presidenciais, que foram marcadas por alegações de fraude.
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