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Relações entre Ucrânia e Hungria se deterioram após acusações de espionagem e expulsões

Tensões entre Ucrânia e Hungria aumentam após prisões por espionagem, com Orban acusando Kiev de vilificação e a oposição ganhando força.

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As relações entre a Ucrânia e a Hungria pioraram após a prisão de cidadãos ucranianos acusados de espionagem a favor da Hungria. Isso levou a expulsões de diplomatas de ambos os países e a acusações de traição entre partidos políticos. O governo húngaro, liderado por Viktor Orban, é visto como aliado da Rússia e tem se oposto a sanções contra o país. Recentemente, Orban acusou a Ucrânia de tentar difamar a Hungria, enquanto sua administração promoveu uma pesquisa para que os cidadãos rejeitem a adesão da Ucrânia à União Europeia. A situação se complicou ainda mais com a prisão de um político húngaro que ajudava a Ucrânia, que foi rotulado como espião pelo governo. A comunidade húngara na Ucrânia, que já é pequena, está sendo afetada por essa crise.

As relações entre Ucrânia e Hungria atingiram um novo patamar de tensão após a prisão de cidadãos ucranianos acusados de espionagem a favor de Budapeste. O incidente resultou em expulsões diplomáticas mútuas e acusações de traição entre partidos políticos.

A Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) anunciou a detenção de dois ucranianos supostamente ligados à inteligência militar húngara, preparando ações militares em território ucraniano. Em resposta, a Hungria expulsou dois diplomatas ucranianos, levando a uma retaliação semelhante de Kiev. A crise bilateral se intensificou, com a prisão de um cidadão ucraniano na Hungria sob acusações de espionagem.

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, é visto como um aliado próximo da Rússia e tem criticado a Ucrânia, acusando-a de tentar “vilificar” seu país. Recentemente, o governo húngaro enviou questionários a todos os lares, pedindo que rejeitem a adesão da Ucrânia à União Europeia. Orban, que se apresentou como mediador de paz, enfrenta críticas por sua postura ambígua em relação à guerra.

Conflito Político Interno

A situação também reflete uma luta interna na Hungria, onde o partido de oposição Tisza lidera as pesquisas para as eleições de 2026. O líder do Tisza, Peter Magyar, trouxe ajuda humanitária a um hospital em Kyiv, enquanto seu colega, Roland Tseber, foi banido da Hungria sem explicações. Tseber, um político da Transcarpathia, nega as acusações de espionagem e afirma que seu trabalho é em prol da comunidade.

Além disso, um ex-chefe do Estado-Maior húngaro, Romulusz Ruszin-Szendi, também foi alvo de ataques da mídia governamental, que o acusou de manter contato com a inteligência ucraniana. Ruszin-Szendi rebateu, afirmando que a campanha é uma tentativa de difamação.

A crescente tensão entre os dois países tem impactos diretos na comunidade húngara na Ucrânia, que já enfrenta desafios significativos. A população húngara na Transcarpathia caiu de 150 mil para cerca de 70 a 80 mil nos últimos anos, e muitos têm lutado ao lado da Ucrânia contra a invasão russa.

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