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Protestos aumentam no Oriente Médio contra ofensivas de Israel ao Irã

Protestos em massa no Irã, Iraque e Líbano expressam apoio ao Irã e rejeição aos EUA após ataques israelenses, aumentando a tensão regional.

Apoiadores do clérigo muçulmano xiita iraquiano Muqtada al-Sadr protestam contra os ataques de Israel ao Irã, após as orações semanais do meio-dia de sexta-feira na cidade de Sadr, em Bagdá (Foto: MURTADHA RIDHA/AFP).
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Milhares de pessoas protestaram em várias cidades do Irã, Iraque e Líbano contra os ataques de Israel ao Irã, mostrando apoio ao governo iraniano e descontentamento com os Estados Unidos. Os protestos ocorreram após as orações de sexta-feira, com manifestantes gritando contra Israel e os EUA. Em Teerã, um líder religioso disse que Israel age por desespero e promove uma guerra psicológica. No Iraque, apoiadores de um clérigo também se reuniram, gritando “Não a Israel! Não aos Estados Unidos!” No Líbano, apoiadores do Hezbollah se reuniram, mas o grupo não indicou que irá lutar ao lado do Irã. Em Sanaa, no Iémen, manifestantes houthis, que têm apoio do Irã, afirmaram que resistirão a qualquer ataque. A situação na região gera preocupações sobre uma possível guerra, com facções iraquianas ameaçando os interesses dos EUA se se unirem a Israel.

Milhares de pessoas se mobilizaram nesta sexta-feira, 20 de outubro, em diversas cidades do Irã, Iraque e Líbano, para protestar contra os ataques israelenses ao Irã. Os manifestantes expressaram solidariedade ao governo iraniano e descontentamento com os Estados Unidos.

Em Teerã, Bagdá e Beirute, os protestos ocorreram após as orações semanais, com participantes entoando slogans contra Israel e os EUA. Imagens da TV estatal iraniana mostraram manifestantes segurando fotos de comandantes mortos e bandeiras do Irã e do Hezbollah. O âncora do noticiário iraniano declarou que este é um dia de “solidariedade e resistência”.

O imã Mohammad Javad Haj Ali Akbari, que lidera as orações em Teerã, afirmou que Israel atacou o Irã por “desespero” e acusou o país de promover uma “guerra psicológica”. No Iraque, apoiadores do clérigo Moqtada Sadr também se reuniram, gritando “Não a Israel! Não aos Estados Unidos!” em Sadr City, um reduto do clérigo na capital.

Reações no Líbano e no Iémen

No Líbano, centenas de apoiadores do Hezbollah se reuniram em subúrbios ao sul de Beirute, agitando bandeiras do Irã e do Hezbollah. Um manifestante, Adnan Zaytoun, declarou que é seu dever apoiar o Irã contra Israel. Apesar do apoio, o Hezbollah não indicou intenção de intervir militarmente ao lado do Irã.

Em Sanaa, capital do Iémen, dezenas de milhares de pessoas também participaram de protestos organizados pelos houthis, que são apoiados pelo Irã. Os manifestantes expressaram sua determinação em resistir a qualquer ataque, afirmando que não serão derrotados, mesmo diante da destruição.

A escalada de tensões na região levanta preocupações sobre uma possível guerra regional, com facções iraquianas apoiadas pelo Irã ameaçando os interesses dos EUA caso se juntem a Israel.

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