O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou ataques aéreos contra o Irã para atrasar seu programa nuclear, mas um relatório de Inteligência indicou que os efeitos foram limitados. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, defendeu os ataques em uma coletiva, criticando a imprensa e destacando o apoio de Israel. Ele minimizou as conclusões do Pentágono, que afirmaram que os bombardeios atrasaram o programa nuclear iraniano apenas por alguns meses e que as principais instalações não foram danificadas. Hegseth elogiou Trump por aumentar os gastos com defesa entre aliados e afirmou que os ataques poderiam ajudar a acabar com a guerra entre Israel e Irã. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, e o enviado especial de Trump, Steve Witkoff, também desqualificaram o relatório da Inteligência. O chefe do Exército israelense, Eyal Zamir, disse que os ataques atrasaram significativamente os projetos nucleares do Irã. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) reconheceu que o programa nuclear iraniano foi atrasado, mas seu diretor, Rafael Grossi, ressaltou que é difícil saber por quanto tempo. Ele pediu o retorno dos inspetores ao Irã para um engajamento melhor e sugeriu que uma solução diplomática ainda é possível.
Um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contestar um relatório de Inteligência que indicava impacto limitado dos ataques aéreos contra o Irã, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, defendeu a ação militar. Em coletiva, Hegseth criticou a imprensa por não reconhecer o que chamou de trabalho “histórico” de Trump e destacou o apoio de aliados, como Israel.
Hegseth minimizou as conclusões do Pentágono, que afirmaram que os bombardeios atrasaram o programa nuclear iraniano apenas por alguns meses. A avaliação da Agência de Inteligência de Defesa (DIA) apontou que os ataques em 22 de junho não atingiram as instalações subterrâneas mais protegidas do Irã. Imagens de satélite corroboram que as principais estruturas não foram danificadas.
Declarações e Reações
Durante a coletiva, Hegseth elogiou a contribuição de Trump para aumentar os gastos com defesa entre os aliados da Otan e atacou a cobertura da mídia, acusando-a de buscar escândalos. Ele afirmou que os ataques criaram condições para um possível fim da guerra entre Israel e Irã, ao mesmo tempo que desconsiderou o relatório do Pentágono como “preliminar” e de “baixa confiança”.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, também desqualificou a avaliação da Inteligência, chamando-a de “completamente errada”. O enviado especial de Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff, descreveu os relatos como “absurdos”. O chefe do Exército israelense, Eyal Zamir, afirmou que os ataques atrasaram significativamente os projetos nucleares do Irã.
Posição da AIEA
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) reconheceu que o programa nuclear iraniano foi “significativamente atrasado”, mas o diretor da agência, Rafael Grossi, destacou a dificuldade em determinar a extensão desse atraso. Ele enfatizou a necessidade de um retorno dos inspetores ao Irã para um engajamento mais eficaz, sugerindo que uma solução diplomática ainda é possível.
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