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Netanyahu nega que país ocidental tenha fornecido urânio ao Irã

Desinformações associam Brasil a fornecimento de urânio ao Irã. Secom e agências de checagem desmentem alegações infundadas.

Netanyahu não disse que país do Ocidente cedeu urânio ao Irã (Foto: Reprodução/Facebook)
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Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro de Israel, não disse que um país ocidental, supostamente o Brasil, forneceu urânio ao Irã. Essa informação falsa circulou nas redes sociais, mas foi desmentida pela Secretaria de Comunicação da Presidência e por agências de checagem. As alegações surgiram após uma entrevista de Netanyahu à Fox News, onde ele falou sobre o programa nuclear iraniano, mas não mencionou nenhum país ocidental fornecendo urânio. O Brasil é signatário de tratados que proíbem a venda de material nuclear para fins bélicos, e o extravio de urânio em 2023 não está ligado ao Irã, pois o material não tem uso militar. Embora navios de guerra iranianos tenham atracado no Brasil em 2023, não há provas de que tenham transportado urânio. Publicações enganosas continuam a surgir, e agências de checagem estão trabalhando para desmentir essas informações, que refletem as tensões geopolíticas e a desinformação nas redes sociais.

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, não afirmou que um país ocidental, insinuando o Brasil, forneceu urânio ao Irã. Essa desinformação circulou nas redes sociais, mas foi desmentida por agências de checagem e pela Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom).

As alegações surgiram após uma entrevista de Netanyahu à Fox News em 15 de junho, onde ele discutiu o programa nuclear iraniano. Em nenhum momento, o premiê fez menção a um país ocidental fornecendo urânio ao Irã. Os posts enganosos distorcem suas declarações, criando uma narrativa que liga o Brasil a um suposto fornecimento de material nuclear.

A Secom esclareceu que o Brasil é signatário de tratados internacionais que proíbem a venda de material nuclear para fins bélicos. Além disso, o extravio de ampolas de urânio em 2023 não está relacionado a qualquer fornecimento ao Irã. As ampolas continham hexafluoreto de urânio em níveis que não têm aplicação militar.

Navios de guerra iranianos atracaram no Brasil em 2023, o que gerou controvérsia, especialmente com os Estados Unidos, que pediram ao Brasil para não aceitar as embarcações. No entanto, não há evidências de que esses navios tenham transportado urânio.

Publicações falsas continuam a circular, insinuando ligações entre Brasil e Irã. Agências de checagem, como o UOL Confere e o Projeto Comprova, têm trabalhado para desmentir essas informações. A situação é um reflexo das tensões geopolíticas e da disseminação de desinformação nas redes sociais.

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