Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

União Europeia estabelece meta climática e inclui créditos de carbono de países em desenvolvimento

Comissão Europeia propõe meta de redução de 90% nas emissões até 2040, mas enfrenta resistência de diversos Estados-membros.

Emissões de carbono — Foto: Reprodução/TV Globo
0:00
Carregando...
0:00
  • A Comissão Europeia anunciou uma nova meta climática para reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 90% até 2040, com base nos níveis de 1990.
  • A meta faz parte do compromisso da União Europeia de alcançar emissões líquidas zero até 2050.
  • Os países membros poderão usar créditos de carbono de nações em desenvolvimento para cumprir parte de suas metas.
  • A proposta enfrenta resistência de países como França, Alemanha, Itália, Polônia e República Tcheca, que expressaram preocupações sobre a viabilidade da meta.
  • A negociação ainda precisa ser aprovada pelos Estados-membros e pelo Parlamento Europeu, com prazo até setembro para apresentar uma nova meta climática para 2035 à ONU.

A Comissão Europeia anunciou, nesta quarta-feira (2), uma nova meta climática que visa reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 90% até 2040. Essa proposta, que se baseia nos níveis de 1990, é parte do compromisso da União Europeia (UE) de alcançar emissões líquidas zero até 2050. A novidade permite que os países membros utilizem créditos de carbono de nações em desenvolvimento para cumprir uma parte de suas metas.

A proposta surge em um contexto de crescente pressão climática, evidenciada por uma onda de calor que afeta diversas regiões da Europa. Apesar do avanço, a meta de 90% enfrenta resistência de países como França, Alemanha, Itália, Polônia e República Tcheca. Para acomodar essas preocupações, a Comissão decidiu introduzir flexibilidades, permitindo que até 3% da meta de 2040 seja coberta por créditos de carbono adquiridos no exterior.

Os créditos de carbono, que serão implementados gradualmente a partir de 2036, são gerados por projetos que visam reduzir emissões em outros países, como a restauração florestal no Brasil. O comissário de Ação Climática da UE, Wopke Hoekstra, afirmou que essa abordagem pode criar certeza de investimento para indústrias e governos, além de fortalecer a diplomacia da UE.

Críticas e Apoios

A proposta, no entanto, gerou críticas de ambientalistas e representantes da indústria. Grupos como a Friends of the Earth Europe argumentam que a contabilização de créditos de carbono pode desviar investimentos das indústrias locais. Thomas Gelin, do Greenpeace UE, sugeriu que a meta não é suficiente para reverter os danos ambientais causados pela UE.

Por outro lado, a Federação Europeia de Consumidores Industriais de Energia (IFIEC) apoiou a meta de neutralidade climática até 2050, mas considerou a redução de 90% até 2040 uma meta “desproporcional e irrealista”. O presidente da IFIEC, Hans Grünfeld, alertou que uma redução excessiva pode levar à desindustrialização na Europa.

A negociação da proposta ainda precisa ser aprovada pelos Estados-membros e pelo Parlamento Europeu. O processo legislativo pode levar anos, mas a UE tem até setembro para apresentar uma nova meta climática para 2035 à ONU, que deve ser derivada da meta de 2040.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais