- A 17ª Cúpula do Brics ocorreu no Rio de Janeiro, marcando a primeira ausência do presidente da China, Xi Jinping, desde 2013.
- O grupo reafirmou a demanda por um multilateralismo mais inclusivo e reformas em instituições globais, como a ONU e o FMI.
- Os líderes do Brics, que agora incluem Arábia Saudita, Egito, Etiópia, Irã, Emirados Árabes Unidos e Indonésia, representam cerca de 50% da população mundial e 40% do PIB global.
- Durante a cúpula, houve críticas à hegemonia dos Estados Unidos e à estrutura global estabelecida após a Segunda Guerra Mundial.
- O Brics enfrenta desafios, como a falta de um tratado fundador e rivalidades internas, que dificultam a formação de uma frente unificada.
A 17ª Cúpula do Brics, realizada no Rio de Janeiro, destacou a ausência do presidente chinês Xi Jinping, que não compareceu ao evento pela primeira vez desde que assumiu o cargo em 2013. O encontro reafirmou a demanda do bloco por um multilateralismo mais inclusivo, enfatizando a necessidade de reformas nas instituições globais, como a ONU e o FMI.
Os líderes do Brics, que agora inclui países como Arábia Saudita, Egito, Etiópia, Irã, Emirados Árabes Unidos e Indonésia, representam cerca de 50% da população mundial e 40% do PIB global. Essa representatividade é utilizada para exigir mudanças significativas na governança internacional, que, segundo eles, não reflete a realidade contemporânea.
Durante a cúpula, os membros criticaram a postura hegemônica dos Estados Unidos, apontando que a atual estrutura global foi estabelecida após a Segunda Guerra Mundial e não atende mais às necessidades do mundo atual. A heterogeneidade do grupo, que abrange tanto democracias quanto regimes autoritários, é vista como um desafio para a coesão nas reivindicações.
A cúpula também abordou as tensões internacionais, com os líderes do Brics sugerindo que a política comercial agressiva dos EUA, incluindo tarifas elevadas, prejudica o crescimento econômico global. O bloco se posiciona contra a visão ocidental dominante, buscando um espaço mais equitativo nas decisões internacionais.
Apesar de seu potencial, o Brics enfrenta desafios significativos. A falta de um tratado fundador e de mecanismos de cumprimento de decisões limita sua eficácia. Além disso, as rivalidades históricas entre alguns membros, como Índia e China, dificultam a formação de uma frente unificada. O bloco, portanto, ainda luta para se afirmar como uma força capaz de contrabalançar a ordem internacional estabelecida.
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