- A Universidade Yale foi declarada “indesejável” pela Procuradoria-Geral da Rússia em 24 de outubro de 2023.
- A decisão alega que a instituição americana busca desestabilizar o país.
- A proibição impede atividades da universidade na Rússia e pode levar a ações legais contra apoiadores.
- Graduados de Yale, como Alexei Navalny, são acusados de usar o conhecimento adquirido para intensificar protestos.
- A inclusão de Yale na lista de organizações “indesejáveis” reflete a repressão do governo russo a entidades consideradas ameaças.
Autoridades russas declararam a Universidade Yale como uma organização “indesejável” nesta terça-feira, 24 de outubro de 2023. A decisão, anunciada pela Procuradoria-Geral da Rússia, alega que a instituição americana busca desestabilizar o país. A proibição impede a atividade da universidade em território russo e pode resultar em ações legais contra cidadãos que a apoiem.
A Procuradoria afirma que graduados de Yale, incluindo ativistas do Fundo de Luta contra a Corrupção (FBK), utilizaram o conhecimento adquirido para intensificar protestos na Rússia. A nota oficial destaca que as atividades da universidade visam minar a integridade territorial da Federação Russa e sabotar seus fundamentos econômicos.
Entre os graduados de Yale está Alexei Navalny, líder da oposição ao presidente Vladimir Putin, que faleceu em circunstâncias controversas em uma prisão no Ártico em fevereiro de 2024. Yale, fundada em 1701 e localizada em Connecticut, é uma das instituições mais prestigiadas dos Estados Unidos e faz parte da Ivy League.
Desde 2015, a Rússia mantém uma lista de organizações “indesejáveis”, que já conta com mais de 200 entidades, incluindo a ONG Anistia Internacional. A inclusão de Yale nesta lista reflete a crescente repressão do governo russo a grupos e instituições que considera uma ameaça à sua estabilidade. As consequências da proibição para a universidade ainda não estão claras, mas a medida evidencia a tensão entre Moscovo e instituições ocidentais.
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