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Justiça aceita denúncia contra PMs por assassinato e tortura em São Paulo

Justiça de São Paulo aceita denúncia contra seis policiais por morte e tortura em Piracicaba, com provas que contradizem versão oficial.

Foto: Reprodução
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  • A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia contra seis policiais militares envolvidos na morte de um jovem e na tortura de sua esposa, em abril, em Piracicaba.
  • O juiz Luiz Antônio Cunha destacou a existência de provas e testemunhas que contradizem a versão dos policiais.
  • Dois policiais tiveram a prisão preventiva decretada por demonstrarem personalidade violenta e tentarem obstruir a investigação.
  • O jovem foi morto com um tiro na cabeça durante uma abordagem policial, enquanto sua esposa relatou agressões e tortura.
  • Testemunhas afirmaram que o jovem não estava armado e que houve tentativas da polícia de obter filmagens do local.

A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia contra seis policiais militares envolvidos na morte de um jovem e na tortura de sua esposa, grávida, em abril em Piracicaba. O juiz da Vara do Júri e Execuções da comarca, Luiz Antônio Cunha, destacou que existem provas e testemunhas que contradizem a versão apresentada pelos PMs.

O cabo Júnior César Rodrigues e o soldado Leonardo Machado Prudêncio tiveram a prisão preventiva decretada. O juiz considerou que ambos demonstram personalidade violenta e tentaram obstruir a investigação. Os outros policiais estão afastados das ruas e realizam apenas atividades administrativas.

Gabriel Júnior Oliveira Alves da Silva, de 22 anos, foi morto com um tiro na cabeça durante uma abordagem policial em 1º de abril. Ele e sua esposa, Rebeca Mirian Alves Braga, de 19 anos, estavam a caminho de comprar refrigerante e milho quando foram abordados. Os PMs alegaram que Gabriel resistiu à abordagem, mas nada ilícito foi encontrado.

Rebeca relatou que foi agredida pelos policiais e que, enquanto pedia socorro para o marido, foi enforcada e escutou um disparo. O soldado Prudêncio teria zombado da situação, afirmando que “o lixo do marido dela estava morrendo”. Gabriel foi socorrido, mas não sobreviveu ao ferimento.

Testemunhas afirmaram que Gabriel não estava armado e que o cabo Rodrigues teria colocado pedras na viatura para justificar o disparo. O dono do estabelecimento onde o casal estava denunciou tentativas da PM de obter as filmagens do local, que não registraram a ação. Após o crime, Rebeca relatou que policiais passaram frequentemente em frente à sua casa, tentando intimidar a família e amigos que pediam justiça.

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