- As escavações para exumar os restos de 796 bebês e crianças enterrados em uma fossa comum em Tuam, Irlanda, começaram recentemente.
- O local abrigou o Hogar de St. Mary, um lar para mães solteiras, entre 1925 e 1961.
- A investigação foi iniciada após a historiadora Catherine Corless descobrir, em 2014, a falta de registros de sepultamento.
- O processo de exumação é complexo e pode durar até 2027, com a participação de especialistas de vários países e cerca de 80 pessoas fornecendo amostras de DNA.
- As escavações visam identificar os restos humanos, que estão misturados, e trazer à tona um passado que muitos tentaram ocultar.
A exumação de 796 bebês e crianças enterrados em uma fossa comum em Tuam, na Irlanda, teve início recentemente. As escavações ocorrem no local onde funcionou o Hogar de St. Mary, um lar para mães solteiras, entre 1925 e 1961. A investigação foi impulsionada pela descoberta da historiadora Catherine Corless, que, em 2014, revelou a ausência de registros de sepultamento para as crianças.
O processo de exumação é complexo e pode se estender até 2027. Especialistas de diversos países, incluindo Colômbia, Espanha, Reino Unido, Canadá, Austrália e Estados Unidos, estão colaborando com profissionais irlandeses. O trabalho é coordenado pelo Office of the Director of Authorised Intervention, Tuam (ODAIT), que assumiu o controle do local há quatro semanas. Daniel MacSweeney, responsável pela operação, descreveu a escavação como “única e incrivelmente complexa”.
As escavações visam identificar os restos humanos, que estão em estado “commingled”, ou seja, misturados. Técnicas forenses serão utilizadas para tentar reconstituir os corpos e, quando possível, identificar os indivíduos. Até o momento, cerca de 80 pessoas já forneceram amostras de DNA, na esperança de que os restos de seus parentes sejam recuperados.
Busca por Justiça
A história de Anna Corrigan, que perdeu dois irmãos no lar, ilustra a busca por respostas. Ela afirmou que, se os corpos forem encontrados, poderá finalmente dar um enterro digno a eles. “Isso trará fechamento, pois poderei colocar em sua lápide que foram predecessores de sua mãe”, disse. Anna também expressou preocupação com a possibilidade de não obter respostas definitivas até 2027.
O local das escavações está cercado e conta com segurança 24 horas, preservando a área em padrões forenses. As Hermanas del Buen Socorro e o Conselho do Condado de Galway já se desculparam publicamente e contribuíram com £2,14 milhões para os custos da exumação. A expectativa é que a operação não apenas identifique os restos, mas também traga à tona um passado que muitos tentaram ocultar.
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